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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Seja dita a verdade

Reproduzo abaixo texto publicado no site Seja Dita a Verdade:

A oposição é useira e vezeira em acusar o PT daquilo que, na verdade, eles é que sempre praticaram. Contam, para isso, com o apoio vergonhoso de parte da grande imprensa.

É o que acontece agora com o factóide da quebra de sigilo de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República.

Felizmente, nem todos os veículos de comunicação se transformaram em panfletos tucanos. E a revista Carta Capital que chegou às bancas hoje (10 de setembro) revela uma história muito mais cabeluda do que aquela que fez Serra fingir-se de indignado em seu programa de televisão.

Em reportagem assinada pelo jornalista Leandro Fortes, a publicação mostra que, em 2001, os sigilos fiscais e bancários de quase 60 milhões de brasileiros vazaram através do site de uma empresa chamada Decidir.com – que tinha como sócias, sempre segundo a revista, Verônica Serra e Verônica Dantas, esta última filha do banqueiro Daniel Dantas.

Na época, os dados ficaram cerca de 20 dias disponíveis na internet para quem quisesse bisbilhotar. A Decidir.com, de acordo com a matéria, servia como facilitadora de negócios para empresas que participavam de licitações públicas.

Para lembrar: em 2001, o Brasil era presidido por Fernando Henrique Cardoso. E José Serra, o pai de Verônica, era ministro da Saúde, uma pasta “recheada de pesadas licitações”, diz a revista.

Além de revelar um cipoal de possíveis falcatruas, ilegalidades e omissões por parte daquele governo, o caso também mostra o quanto podem ter usado a administração pública, em benefício próprio, aqueles que vivem acusando o PT de “aparelhar” o Estado.

Teriam dado cobertura ao supervazamento o então presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen; o presidente do Banco Central, Armínio Fraga; o Ministro da Justiça, José Gregori; e o diretor da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho – todos tucanos graúdos.

O mais interessante é que a imprensa, na época, não se interessou por nada disso. Ciente do vazamento, desviou o foco do noticiário para um grupo de 18 deputados que, segundo o cadastro acessado ilegalmente, constavam da “lista negra” do BC por terem emitido cheques sem fundos…

Nunca, jamais, nenhum jornal revelou que a filha de Serra era uma das sócias da empresa (ou mesmo que poderia ser, já que ela nega). Também foi omitido que havia outra Verônica na sociedade, a de sobrenome Dantas.

A matéria de Carta Capital ainda traz informações interessantes sobre estranhas movimentações financeiras das Verônicas nos últimos anos, incluindo envio de grandes quantias para famosos paraísos fiscais.

Resta saber como reagirão agora os tucanos e seus jornais de aluguel. Provavelmente continuarão fingindo que não é com eles. E ainda é capaz de transformarem a reportagem de Carta Capital em mais um “dossiê do PT contra Serra”.

Mas os tempos são outros. A história já está bombando na internet e vai bombar mais ainda.

O resto é com as autoridades.

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