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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alerta máximo na reta final!

Estou vendo muita gente preocupada com o sobe e desce das pesquisas eleitorais, mas tenho sérias razões para acreditar que esse não deve ser o foco de nossa atenção daqui até domingo.

Não devemos nos iludir com a relativa calmaria dos últimos dias. Nem nos esquecer da experiência de eleições passadas – entre as quais a de 1989 e a de 2006.

Enfrentamos em 2010 uma oposição que repete as práticas golpistas da velha UDN, reproduzindo a mesma aliança espúria com setores da imprensa carioca e paulista.

Seu método principal tem sido o de espalhar mentiras, calúnias e difamações, ora fabricando escândalos contra nós, ora espalhando boatos infames pela internet, ora ligando o PT a casos com os quais não temos qualquer relação – como na pane do Metrô de SP ou nos fatos recentes ocorridos no Tocantins.

De um modo geral, a investida tem surtido pouco efeito, mas nada indica que tenham jogado a toalha. Suspeito que tenham guardado os ataques mais pesados para a antevéspera do pleito, quando já não haverá o horário eleitoral para que possamos esclarecer a população.

Meu pressentimento aponta para algumas balas de prata que já devem estar no tambor.

Não me surpreenderei, por exemplo, se ocorrerem atos de sabotagem contra o sistema elétrico nacional, de maneira a provocar apagões localizados ou generalizados. Isso respingaria direto em nossa candidata, que foi ministra do setor.

Também não descarto a fabricação de depoimentos de encomenda para ligar o PT a atividades ilegais, como o crime organizado e o tráfico de drogas. Já aconteceu outras vezes; pode muito bem acontecer de novo agora.

Portanto, companheiras e companheiros, tratemos de manter a tropa em alerta máximo, com o ouvido atento e os olhos bem abertos. O histórico udenista mostra que a guerra suja é sempre uma possibilidade. Devemos estar preparados para enfrentá-la.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A vitória em 3 de outubro está em nossas mãos

O Datafolha divulgado ontem pelo Jornal Nacional – e amplificado hoje em toda mídia – mostra que as alterações nos índices dos principais candidatos estão rigorosamente dentro da margem de erro: Dilma caiu dois pontos, Serra subiu um e Marina subiu dois.

O que me preocupa não é o resultado em si, mas a interpretação distorcida que a grande imprensa faz dos números, transformando uma variação estatística numa “tendência de queda”.

Não tenho dúvida de que eles usarão as próximas pesquisas para “confirmar” a suposta tendência. Nossa tarefa, portanto, é trabalhar redobrado para impedir que, daqui até a eleição, a direita consiga criar um clima de empate técnico entre Dilma e os demais, na tentativa desesperada de provocar o segundo turno.

Todos nós já sabíamos que os senhores da Casa Grande não entregariam os pontos com facilidade, que tentariam ganhar na base do tapetão, do golpe baixo e da manipulação.

Faltando nove dias para as eleições, chegamos a um momento decisivo. As forças do atraso se assanham, nos atacam com argumentos idênticos aos usados pelos golpistas de 1964 e usam táticas fascistas para espalhar a calúnia, a infâmia e a difamação.

Não cabem ilusões: a guerra foi declarada.

Agora é hora da mobilização total. Militantes, dirigentes, candidatos do partido, além de aliados, movimentos sociais e simpatizantes, devem ocupar as ruas em todos os Estados, em cada cidade deste país.

Vamos fazer o enfrentamento político, rebatendo os ataques da oposição e reafirmando nosso compromisso com as conquistas e bandeiras históricas do povo brasileiro, tendo como preceito fundamental a democracia.

Vamos vencer essa guerra com a força da nossa militância, os méritos de nossa candidata e o sucesso de nosso projeto de país, incomparavelmente melhor, mais inclusivo e mais democrático do que o deles.

A vitória no dia 3 de outubro está em nossas mãos. Todos e todas à luta!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A nova campanha de Serra

Reproduzo do blog do Luis Nassif:  

Vai entrar para a história das campanhas como a pior peça jamais imaginada, uma combinação imbatível de roteiro fantasioso, voz cavernosa, fundo sonoro tenebroso.

Nem filmes classe B dos anos 50 conseguem ser de pior nível. Um mau gosto à altura das piores capas da Veja.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Promotor concorda com pedido do PT pela instalação de inquérito contra Serra

O promotor Silvio Hiroshi Oyama, da 259ª Zona Eleitoral de São Paulo, encaminhou à Justiça Eleitoral pedido do PT pela abertura de inquérito contra o presidenciável tucano José Serra.

O PT afirma que teve a honra agredida por Serra quando ele afirmou, no dia 26 de agosto, que o partido foi responsável pela quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Com o pedido do promotor, a ação vai para a Justiça Eleitoral que irá decidir se abre o inquérito. Para Oyama, o candidato deve ser convidado a depor durante a investigação para confirmar as declarações.

O pedido foi protocolado na zona eleitoral do bairro da Saúde, zona sul de São Paulo, porque a declaração do presidenciável foi feita em um evento na região.

No encontro, Serra disse que "o pessoal do PT faz espionagem". Ele também acusou o partido de "jogo sujo" e de fazer "chantagem".

A assessoria de Serra afirma que não irá se pronunciar sobre o caso no momento.

O tucano bom de bico

Reproduzo do blog do jornalista Luiz Carlos Azenha (viomundo): 

Paulo Preto: Quem é o tucano que Dilma pode levar para os debates 

por Luiz Carlos Azenha

Tudo indica que Dilma Rousseff, nos debates finais, vai arrastar para a discussão o Paulo Preto. Seria uma forma de dizer que José Serra, do PSDB, desconhecia o que se passava em seu governo. O blog Flit Paralisante fez outras sugestões, de gente ligada à polícia paulista que foi indicada por Serra mas acabou se envolvendo em escândalos. Mas, sem dúvida, o Paulo Preto tem um nome marcante e deu um golpe gigante sob as barbas do tucanato. Depois de dirigir a DERSA (responsável pelo Rodoanel).

A IstoÉ fez uma reportagem completa sobre o personagem:

Um tucano bom de bico
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial.

“Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.

O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral. Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco.

Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir. O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais.

“Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido. Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito.

Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido.

No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto. Outro político ligado ao Diretório Nacional do PSDB explica que a função do engenheiro na Dersa aproximou Paulo Preto de empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Losacco, um dos coordenadores das campanhas de Serra e de Geraldo Alckmin em 2006, afirma que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e atual candidato do partido ao Senado por São Paulo. O próprio engenheiro confirma uma amizade de mais de 20 anos com Aloysio (leia entrevista abaixo). De acordo com um importante quadro do PSDB paulista, desde 2008 Paulo Preto estava “passando o chapéu” visando ao financiamento da pré-candidatura de Aloysio ao governo do Estado.

“Não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”, disse à ISTOÉ o diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel. Geraldo Alckmin acabou se impondo e obtendo a legenda para disputar o governo estadual, mas até a convenção do partido, em junho, a candidatura de Aloysio era considerada uma forte alternativa tucana, pois contava com o apoio do então governador José Serra e da maioria dos secretários. O engenheiro, segundo um membro da Executiva Nacional do partido, agia às claras junto a empresários e a prefeitos do interior de São Paulo. Falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman.

Losacco, que foi secretário-geral do PSDB paulista até 2007, afirma que desde 2008 alertava a cúpula do partido sobre os movimentos de Paulo Vieira na Dersa. “Esse tipo de pessoa existe na administração pública. Tem a facilidade de achacar e não tem o menor controle. Todo mundo já sabia há muito tempo disso”, conta o dirigente tucano. Diante desses alarmes, a cúpula do partido chegou a cogitar a saída dele da estatal rodoviária há mais de um ano. Mas recuou.

“O motivo (do recuo) eu não sei. Deve ter um motivo. Mas no governo às vezes você não consegue fazer tudo o que você quer. Você tem contingências que o obrigam a engolir sapo. E eu acho que esse deve ter sido o caso. Agora, de alguma maneira essa coisa toda vai ter que ser apurada. Sabemos da seriedade que o governo tem, mas infelizmente fica sujeito a esse tipo de gente”, acrescentou Losacco. Segundo o tesoureiro-adjunto do PSDB, o empresário acaba cedendo, pois “entende que o cara tem a caneta e que pode atrapalhar os negócios”. Os motivos que teriam levado Paulo Preto a dar o calote no PSDB ainda estão envoltos em mistério. Mas, entre os tucanos, circula a versão de que o partido teria uma dívida com o engenheiro contraída em eleições passadas. Na entrevista concedida à ISTOÉ, Paulo Preto nega que tenha feito qualquer tipo de arrecadação e desafia os caciques tucanos a provar essas denúncias.

“Acho muito pouco provável que isso tenha acontecido sem que eu soubesse”, disse Aloysio à ISTOÉ. “Não posso falar sobre uma coisa que não existiu, que é uma infâmia”, completou. No PSDB, porém, todos pelo menos já ouviram comentários sobre o suposto desvio praticado por Paulo Preto nos cofres tucanos. “Fiquei sabendo da história desse cara ontem”, disse o deputado José Aníbal (SP), ex-líder do partido na Câmara, na terça-feira 10. “Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel.” De fato, depois de deixar a Dersa, o engenheiro esteve na Espanha e só voltou ao Brasil há poucos dias. Na cúpula do PSDB, porém, até a semana passada poucos sabiam que Paulo Preto havia retornado e o tratavam como “desaparecido”.

As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado. Apontado como um profissional competente e principal responsável pela antecipação da inauguração do rodoanel, Paulo Vieira de Souza chegou a ser premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo em dezembro de 2009. O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos. No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor. Em São Paulo, também atuou na linha 4 do Metrô e na avenida Jacu Pêssego, ambas obras de grande porte e também cartões-postais das campanhas tucanas, a exemplo do rodoanel e da marginal Tietê.

Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do partido. A portaria, publicada no “Diário Oficial” em 21 de abril, não explica os motivos da demissão do engenheiro, mas deputados tucanos ouvidos por ISTOÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009.

No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. O temor dos tucanos é que durante a campanha eleitoral a liminar seja suspensa e a Operação Castelo de Areia volte ao noticiário.

Outro episódio envolvendo o ex-diretor da Dersa foi sua prisão em flagrante, em junho deste ano, na loja de artigos de luxo Gucci do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Solto um dia depois, ele passou a responder em liberdade à acusação de receptar um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Paulo Preto e o joalheiro Musab Fatayer foram à loja para avaliar o bracelete, que pretendiam negociar. Desconfiado da origem da joia, o gerente da loja, Igor Augusto Pereira, pediu para que o engenheiro e Fatayer aguardassem. Ao cruzar informações sobre o bracelete negociado, o gerente da Gucci descobriu que aquela joia havia sido furtada da loja em 7 de maio. Em seu depoimento, o gerente da Gucci disse para a polícia que foi Paulo Preto quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse. O ex-diretor da Dersa alegou ter recebido a joia de Fatayer e que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela.

O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O engajamento ostensivo da imprensa

Reproduzo abaixo excelente artigo do jornalista Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho:

Manchetes que viram propaganda eleitoral

Pelos comentários que leio diariamente aqui, os leitores estão cada vez mais indignados com o comportamento da grande imprensa brasileira na cobertura da campanha eleitoral de 2010. Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:

“Prezado Ricardo Kotscho

Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.

Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”. 

Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.

O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.

Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.

À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.

Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25). O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?

sábado, 18 de setembro de 2010

Sobre mentiras, omissões e reputações

Uma empresa especializada em dizer se o cabra está mentindo quando dá uma declaração, a Truster Brasil, resolveu testar a credibilidade das palavras do tal Rubney Quícoli, aquele 171 que a imprensa chama de "consultor" e que nos últimos dias ocupou o centro das denúncias contra a Casa Civil e a ex-ministra Erenice Guerra.

O suposto "consultor" é na verdade um ex-presidiário processado por receptação de carga roubada e falsificação de dinheiro. As únicas "provas" que o malaco apresenta para as graves denúncias que faz são umas trocas de e-mail com o pessoal da Casa Civil - e que não provam nada, a não ser o agendamento de reuniões para apresentação de projetos de uma empresa para qual ele prestaria consultoria.

Por conta disso,  ele ganhou o direito de dar uma longa entrevista ao Jornal Nacional na noite de quinta-feira (longa para os padrões globais), em que reafirmou as acusações e disse que nunca havia se encontrado com  José Serra.

Como tem feito com outros casos de repercussão nacional, a Truster Brasil decidiu, por conta própria, fazer uma análise da entrevista. O resultado foi colocado no site deles (veja aqui) e circulou ontem pela internet, além de render uma matéria bem escondidinha nas páginas internas do UOL.

Segundo o teste, o sr. Rubney mentiu do começo ao fim (veja o laudo aqui). Principalmente, mentu quando disse que lhe pediram R$ 5 milhões para a campanha da Dilma e menitiu quando disse que nunca se encontrou com Serra.

Nenhuma palavra sobre isso nos jornais de hoje. Nem no JN de ontem.

É claro que ninguém pode afirmar que testes como este sejam 100% seguros.

Mas por que omitir a informação? Já que a imprensa decidiu dar crédito pra qualquer um - inclusive para um cara que foi preso dirigindo um carro roubado e com várias notas falsas de R$ 50 no bolso - por que omitiu o laudo da Truster?

Recentemente, o companheiro Marco Aurélio Garcia disse que essa campanha eleitoral faria José Serra encerrar sua carreira de forma melancólica.

O mesmo vale para a chamada grande imprensa, seus colunistas de aluguel e meia dúzia de jornalistas carreiristas. Vão terminar com a reputação mais baixa do que a do sr. Rubney.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O epitáfio político de José Serra

José Serra mostrou mais uma vez, nesta quarta-feira (15), sua faceta autoritária e seu conhecido destempero.

Foi durante a gravação do programa "Jogo do Poder", que vai ao ar logo mais as 22h30 na CNT.

Irritado com as perguntas da jornalista Márcia Peltiér - sobre os factóides que ele mesmo trouxe para o centro do debate eleitoral - "o mais preparado" dos candidatos rodou a baiana e ameaçou abandonar a entrevista.

Diante da perplexidade da apresentadora, que tentava convencê-lo a ficar, fez beicinho e resmungou:

- Faz de conta que eu não vim.

Passadas as eleições, será a frase perfeita para seu epitáfio político

Para ouvir o destempero de Serra com a jornalista, clique aqui.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Erenice vai à guerra

Quero dar meus parabéns à ministra Erenice Guerra, que não se deixou intimar pelos violentos ataques que vem sofrendo desde sábado, respondeu às acusações com firmeza e já anunciou que irá processar seus caluniadores.

É preciso, de uma vez por todas, dar um basta na turma da calúnia que dominou alguns veículos da grande imprensa e sai por aí derrubando reputações com objetivos claramente eleitoreiros.

Erenice, na minha opinião, deve permanecer no governo. E aqueles que a estão usando para atingir a candidatura Dilma - sem nenhum sucesso, diga-se - que se entendam a partir de agora com os tribunais.

domingo, 12 de setembro de 2010

As consciências de Plínio e Marina

Nos quase 30 anos em que foi filiada ao PT, Marina Silva sempre teve posições políticas que poderiam ser classificadas como conservadoras, sobretudo em temas ligados à sua opção religiosa. Agora usa a bandeira do Meio Ambiente para apresentar-se como a única candidata progressista, quase acima do Bem e do Mal.

O mesmo faz Plínio de Arruda Sampaio. Quando o conheci, no início do PT, ele se apresentava como "democrata-cristão". Hoje usa bandeiras históricas do socialismo para pregar a "ruptura" e dizer-se mais à esquerda do que nós.

O PT é um partido democrático e laico. Conviveu e convive, internamente, com muitas correntes de pensamento. Mas nunca deixou de ser de esquerda e progressista. Plínio e Marina sabem disso. Como sabem que, para governar um país complexo como o Brasil, é preciso fazer alianças e concessões.

Espero que os dois, nos vinte dias que faltam para as eleições - a começar pelo debate de hoje à noite na Rede TV - examinem suas consciências cristãs e comecem a voltar suas baterias para os verdadeiros adversários do país.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Seja dita a verdade

Reproduzo abaixo texto publicado no site Seja Dita a Verdade:

A oposição é useira e vezeira em acusar o PT daquilo que, na verdade, eles é que sempre praticaram. Contam, para isso, com o apoio vergonhoso de parte da grande imprensa.

É o que acontece agora com o factóide da quebra de sigilo de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República.

Felizmente, nem todos os veículos de comunicação se transformaram em panfletos tucanos. E a revista Carta Capital que chegou às bancas hoje (10 de setembro) revela uma história muito mais cabeluda do que aquela que fez Serra fingir-se de indignado em seu programa de televisão.

Em reportagem assinada pelo jornalista Leandro Fortes, a publicação mostra que, em 2001, os sigilos fiscais e bancários de quase 60 milhões de brasileiros vazaram através do site de uma empresa chamada Decidir.com – que tinha como sócias, sempre segundo a revista, Verônica Serra e Verônica Dantas, esta última filha do banqueiro Daniel Dantas.

Na época, os dados ficaram cerca de 20 dias disponíveis na internet para quem quisesse bisbilhotar. A Decidir.com, de acordo com a matéria, servia como facilitadora de negócios para empresas que participavam de licitações públicas.

Para lembrar: em 2001, o Brasil era presidido por Fernando Henrique Cardoso. E José Serra, o pai de Verônica, era ministro da Saúde, uma pasta “recheada de pesadas licitações”, diz a revista.

Além de revelar um cipoal de possíveis falcatruas, ilegalidades e omissões por parte daquele governo, o caso também mostra o quanto podem ter usado a administração pública, em benefício próprio, aqueles que vivem acusando o PT de “aparelhar” o Estado.

Teriam dado cobertura ao supervazamento o então presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen; o presidente do Banco Central, Armínio Fraga; o Ministro da Justiça, José Gregori; e o diretor da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho – todos tucanos graúdos.

O mais interessante é que a imprensa, na época, não se interessou por nada disso. Ciente do vazamento, desviou o foco do noticiário para um grupo de 18 deputados que, segundo o cadastro acessado ilegalmente, constavam da “lista negra” do BC por terem emitido cheques sem fundos…

Nunca, jamais, nenhum jornal revelou que a filha de Serra era uma das sócias da empresa (ou mesmo que poderia ser, já que ela nega). Também foi omitido que havia outra Verônica na sociedade, a de sobrenome Dantas.

A matéria de Carta Capital ainda traz informações interessantes sobre estranhas movimentações financeiras das Verônicas nos últimos anos, incluindo envio de grandes quantias para famosos paraísos fiscais.

Resta saber como reagirão agora os tucanos e seus jornais de aluguel. Provavelmente continuarão fingindo que não é com eles. E ainda é capaz de transformarem a reportagem de Carta Capital em mais um “dossiê do PT contra Serra”.

Mas os tempos são outros. A história já está bombando na internet e vai bombar mais ainda.

O resto é com as autoridades.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Manual de Guerrilha Virtual

Reproduzo do Blog Esquerdopata

Manual de Guerrilha Virtual – Setembro de Fogo 2010
Pela Verdade, pela Justiça e pela Democracia 

"Como agir:

1. Da luta em curso

O Setembro de Fogo de 2010 definirá o futuro do Brasil. De um lado, armam-se os grupos do terrorismo midiático, representado pela composição política tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e por variadas células de sabotagem informativa que atuam de acordo com os interesses de movimentos anti-democráticos e de defensores da restauração do regime militar.

De outro, estamos nós, os cidadãos trabalhadores, os defensores da verdade, da justiça e da democracia.

Deste lado da trincheira, erguem-se todos que defendem os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Neste território, lutam os que desejam um país marcado pelo desenvolvimento compartilhado, pela sustentabilidade e pelo respeito à vontade popular.

Neste mês de guerra, o embate se trava entre dois grupos distintos. Um deles procura desesperadamente fraudar o processo eleitoral e incitar o ódio entre os brasileiros, valendo-se dos meios de comunicação. Luís XIV sentenciava: “o Estado sou eu”. Hoje, o consórcio midiático monopolista pretende exercer no Brasil esse mesmo poder, sem limites.

Trata-se de um cartel avesso à verdade, aos princípios republicanos e, obviamente, ao que se convencionou chamar de Estado de Direito.

Contra a barbárie midiática devem se levantar imediatamente todos os cidadãos responsáveis e dignos deste país.

Portanto, faz do teu teclado uma metralhadora de boas idéias. Uma metralhadora que não espalha a morte, mas que defende a vida. Uma metralhadora que resiste ao terrorismo dos latifundiários da comunicação e aos políticos que procuram, a todo custo, desestabilizar o país e aqui instaurar a cultura do fascismo.

1. A quarta tentativa de Golpe contra a Democracia

Nesta década, as forças do atraso anti-democráticas, fascistas e fascitizantes já tentaram burlar o processo democrático em outras três ocasiões. A saber:
a) durante a apuração do caso que a imprensa apelidou de “Mensalão”, no qual a regra tradicional de troca de favores na política brasileira foi transformada em exceção para criminalizar um partido e um presidente da República;
b) no processo eleitoral de 2006, com a construção do factóide relativo ao suposto dossiê que exibia o lado “B” de José Serra;
c) após a queda do avião da TAM, em São Paulo, quando políticos do PSDB-DEM-PPS, empresários (como o presidente Phillips no Brasil) e marionetes do consórcio midiático, como Ana Maria Braga e Regina Duarte, procuraram instrumentalizar a dor dos familiares das vítimas para tentar um Golpe de Estado.

O quarto atentado contra a Democracia e o Estado de Direito

Neste Setembro de Fogo, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril procura novamente intervir no processo eleitoral, ignorando o debate programático entre os candidatos e a comparação de realizações, optando pela promoção de ritos acusatórios e persecutórios contra a candidata líder nas pesquisas.

Desta vez, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e seu candidato, José Chirico Serra, encetam golpe por meio do factóide relacionado à Receita Federal, requentando um caso ocorrido no segundo semestre de 2009.

O artifício visa a destruir reputações, atiçar ódios, fraudar o desejo do povo brasileiro, sequestrar o país novamente às trevas da privataria, removê-lo do trilho do desenvolvimento e atirá-lo de volta ao cativeiro das oligarquias transnacionais, cujo interesse manifesto é a pilhagem do patrimônio público.

1. Pensamento do terrorismo midiático neste Setembro de Fogo

Depois de oito anos de Governo Lula, os neoconservadores foram derrotados na batalha do desenvolvimento.

Mesmo enfrentando inúmeros atos de sabotagem, tanto no plano parlamentar quanto no plano midiático, as forças democráticas realizaram um estupendo trabalho de fortalecimento da economia e de distribuição de riquezas, gerando oportunidades e inclusão social.

A comparação dos números mostra claramente que o projeto neoliberal privatista de FHC fracassou, enquanto o projeto de crescimento compartilhado de Lula constitui-se em um caso de sucesso de gestão, mundialmente elogiado e reconhecido.

A constatação dessa derrota gerou na direita brasileira uma trinca de sentimentos:
- inveja;
- medo;
- ódio.

A inveja, o ódio e o desespero marcam, por exemplo, todos os discursos do candidato do PSDB à presidência, José Chirico Serra.

Esses elementos também podem ser encontrados diariamente nas declarações de políticos neocons, ou simplesmente reacionários, como Sérgio Guerra, Álvaro Dias e Roberto Freire.

A inveja, o medo e o ódio frequentemente conduzem o individuo ao DESESPERO.

E o desespero autoriza o indivíduo a burlar a lei, a mentir e a desprezar valores e princípios.

Esse fenômeno ocorre aqui e agora. Todos os dias, o cidadão brasileiro é insultado e agredido pela frente tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e pelas células de extrema-direita saudosas da Ditadura Militar.

1. Os venenos do terrorismo tucano-midiático neste momento

Três ferramentas têm sido utilizadas nos atos de sabotagem protagonizados pelo grupo PSDB-DEM-PPS, pelo consórcio midiático golpista (liderado pelo Instituto Millenium) e pelas células radicais de direita:
a) A avalanche de reportagens, matérias e comentários de cunho terrorista presentes no consórcio Globo-Folha-Estado-Abril, cujo conteúdo calunioso e difamatório é replicado por inúmeros outros veículos de imprensa por todo o país.
b) Os discursos terroristas proferidos diariamente pelos políticos da frente tucano-demista, quase sempre ladinamente descolados da realidade, quase sempre destinados a incitar ódios e revoltas.
c) O bombardeio diário de spams terroristas via Internet, obra de funcionários contratados pelas agremiações políticas e de uma rede de colaboradores voluntários empenhados em promover sabotagens no campo da informação.

1. Para onde olhar na defesa da democracia

Entre outro, guarde os nomes destas pessoas, e esteja atento a seus movimentos neste Setembro de Fogo

Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, Diogo Mainardi, Eliane Cantanhede, Alberto Carlos Almeida, Eduardo Graeff, Boris Casoy, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Monica Waldvogel, William Waack, William Bonner, Otavio Frias Filho, Leandro Colon, Ruy Mesquita, Reinaldo Azevedo, Josias de Souza, João Carlos Saad, José Roberto Gazzi, Carlos Alberto Sardenberg , Augusto Nunes, Lauro Jardim, Leandro Loyola, Eumano Silva, Leonel Rocha, Helio Gurovitz, David Cohen, Mario Sabino, Roberto Civita, Mirian Leitão e José Nêumanne.

1. Tipificação dos crimes cometidos pelos terroristas midiáticos

No campo das mídias monopolistas (portais, sites e blogues), das redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook, entre outros) e dos disparadores automáticos de e-mails têm sido cometidos inúmeros CRIMES VIRTUAIS

Normalmente, enquadram-se em uma das cinco categorias seguintes:
a) Calúnia – trata-se de afirmação falsa e ofensiva a respeito de alguém ou de instituição. Define-se como o ato de atribuir, de forma falsa, a alguém a responsabilidade pela prática de um crime.
b) Difamação – trata-se de atribuir a alguém envolvimento em situação ou ato ofensivo a sua reputação e honra. O objetivo do criminoso, nesse caso, é ferir a moral da vítima e torná-la passível de descrédito perante a opinião pública.
c) Injúria – trata-se de atribuir à vitima atributos negativos, de forma a ofender sua honra e dignidade. O objetivo do insulto é abater moralmente o indivíduo alvo do ataque.
d) Falsidade Ideológica – trata-se de fraude, de adulteração de documento a fim de se obter vantagem ou prejudicar direito, criar uma obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
e) Fraude – trata-se de ato com objetivo deliberado de enganar com o objetivo de prejudicar um indivíduo ou dele obter vantagens de maneira injusta. A fraude jornalística, por exemplo, é costumeiramente praticada no Brasil, sem que seus autores sejam submetidos aos rigores da Justiça.

A mídia monopolista como fonte primári

Vale lembrar que muitas vezes os hoaxes (histórias falsas de Internet) são gerados a partir de reportagens jornalísticas que envolvem invenção, exagero, minimização, interpretação tendenciosa ou seleção desonesta de fatos, quase sempre destinados a abalar a reputação de pessoa ou instituição.

Nesse particular, os terroristas brasileiros são mestres e criaram uma série de narrativas que são distribuídas impunemente pela Internet, todos os dias, aos milhões.

Convém lembrar algumas dessas peças e as acusações que oferecem a conhecidos membros do governo e agremiações políticas.

Agravo à reputação – Segundo uma série de textos de sabotagem, Dilma Rousseff foi “terrorista”, “assaltou bancos”, “matou o soldado Mario Kosel Filho” e tinha como terceira ocupação “oferecer serviços sexuais” a guerrilheiros.

Nesse caso, a expedição massiva de hoaxes tive início com a publicação da falsa ficha da Sra. Rousseff, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo. Na verdade, conforme documentos oficiais, a candidata do PT à presidência jamais esteve associada a essas ações e nunca foi sequer julgada com base nessas acusações.

Vale lembrar ainda que os fatos ligados ao período da Ditadura Militar são deliberadamente descontextualizados, de forma que os militares que torturavam, estupravam e assassinavam aparecem como paladinos da lei, enquanto os “resistentes” são enquadrados na categoria dos crimes comuns.

Há uma falsa informação divulgada insistentemente nesse material, repetida até mesmo por personalidades, com o ex-humorista Chico Anysio. Dá conta de que Dilma estaria impedida de entrar nos EUA por ter seqüestrado um embaixador daquele país.

Na verdade, Dilma jamais esteve envolvida em qualquer ação do tipo, viajou várias vezes aos EUA e até mesmo já se encontrou com o presidente daquele país, Barack Obama.

Convém também frisar que ninguém ainda foi detido por criar e distribuir esse material criminoso, fato que exigiria um protesto ruidoso da sociedade.

Deturpação deliberada - Uma outra série de hoaxes procura adulterar fatos e números relativos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Afirma-se, por exemplo, que em sua gestão foram criados apenas 4 milhões de empregos, quando na verdade esse número supera os 14 milhões.

Afirma-se que o Luz para Todos é um programa de FHC. Trata-se de uma inverdade. O ex-presidente lançou um programa denominado Luz no Campo, com cobrança de taxa de instalação. Em três anos, de 2000 a 2003, não atingiu a meta de levar energia a 1 milhão de famílias no Interior do país. Fracassou.

O Luz para Todos, ao contrário, sem cobrança de taxa de instalação, já superou suas metas e levou energia para 12 milhões de brasileiros.

Inúmeras peças ficcionais circulam pela Internet com o objetivo de deturpar o entendimento público sobre as obras do Governo Federal e sobre o desempenho da economia brasileira

Comumente, no que tange a Lula, a deturpação vem acompanhada de calúnia e difamação

Também não há notícias de que membros do consórcio midiático, dos partidos neoconservadores ou das células de direita radical tenham sido responsabilizados e punidos.

1. Como reagir ao terrorismo midiático privado

a) No caso de material jornalístico falso, ofensivo ou tendencioso, questionar imediatamente (por e-mail ou preenchimento de formulário específico) o veículo de imprensa e o profissional responsável pelo texto ou reportagem televisiva/radiofônica.
b) Todos os grandes veículos têm uma área para manifestação dos leitores e ou comunicação de erros. Alguns também disponibilizam e-mails dos responsáveis por editorias. Normalmente, esses endereços estão listados na página de “expediente”. Envie sua mensagem por todos eles.
c) Manifeste concretamente sua indignação, sempre que necessário, também nos fóruns de leitores que são formados abaixo das matérias publicadas nos portais dos órgãos de comunicação.
d) Faça uma cópia de sua manifestação e a repasse imediatamente à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), neste endereço: http://www.fenaj.org.br/contato.php. Comunique também a Associação Nacional de Jornais (ANJ), neste endereço: http://www.anj.org.br/fale-conosco ou pelo e-mail anj@anj.org.br.
e) É provável que você não obtenha qualquer resposta dos órgãos representativos, mas é importante que esses elementos saibam que a sociedade está vigilante.
f) Compartilhe sua bronca com seus amigos próximos e com os principais canais de resistência midiática. Segue uma pequena lista de contatos com os responsáveis pelos canais limpos de informação.

Jornalista Rodrigo Vianna - escrevinhador.rv@hotmail.com
Jornalista Luiz Carlos Azenha - viomundoteve@msn.com; viomundo@msn.com
Grupo Beatrice - beatrice.lista@elo.com.br
Movimento dos Sem Mídia – Eduardo Guimarães - edu.guim@uol.com.br
redecastorphoto - castorphoto@gmail.com
Carta – O Berro - vanderleycaixe@revistaoberro.com.br
Movimento Credibilidade e Ética – credibilidadeeetica@gmail.com
Paulo Henrique Amorim - phamorim@uol.com.br

1. Como reagir ao terrorismo midiático na Internet

a) Tenha paciência. Você não vai conseguir suspender a ação desses elementos. Eles têm a cobertura de sigilo de grandes grupos midiáticos que controlam a maior parte dos provedores nacionais.
b) Tenha mais paciência. Há neste Setembro de Foto pelo menos 700 pessoas contratadas pelos grupos políticos neofascistas para distribuir hoaxes e “trollar” (desvirtuar gerando confusão e intriga) debates em redes sociais. Muitas dessas pessoas são temporários, contratados em períodos eleitorais para fazer o jogo sujo da Internet. Outras são emprestadas por parlamentares. Ou seja, ganham do cidadão, isto é, são pagas por você, mas trabalham exclusivamente em campanhas criminosas de desconstrução de reputações pela Internet. Neste momento, os grupos de coordenação de sabotagem estão pagando entre R$ 0,25 e R$ 0,50 por intervenção em rede social para o chamado “pelotão de reforço”.
c) Não compre briga com o remetente do e-mail. Muitas vezes, é um registro vazio, isto é, uma máquina disparadora. Além disso, é conveniente que você continue recebendo esse material e, assim, identifique as táticas dos grupos terroristas.
d) Quando houver suspeita de “crime virtual”, envie imediatamente cópia do material para as autoridades da área.

Alguns canais para que você solicite investigação e apuração da mensagem:

Safernet - http://www.safernet.org.br/site/
Polícia Federal - crime.internet@dpf.gov.br e denuncia.ddh@dpf.gov.br
São Paulo – Delegacia Eletrônica - 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.
Rio de Janeiro – DRCI - drci@policiacivil.rj.gov.br e drci@pcerj.rj.gov.br
Distrito Federal: DICAT - dicat@pcdf.df.gov.br
Minas Gerais: DERCIFE - dercifelab.di@pc.mg.gov.br
Paraná – Polícia Civil - cibercrimes@pc.pr.gov.br
Secretaria Nacional de Comunicação do PT - snc@pt.org.br

1. Exerça seu direito e torne-se um soldado responsável pela defesa do Brasil

Neste Setembro de Fogo, não há mais tempo para a hesitação e a condescendência.

É necessária a mobilização de cada cidadão digno.

Se você se você se encanta com a liberdade e a fraternidade, se você tem apreço por valores e princípios humanistas, se você se preocupa com o desenvolvimento do país e com o futuro de seus filhos, é hora de agir!

Todos os dias, reserve pelo menos uma hora para ler atentamente o material do consórcio oligarca terrorista e para desarmar cada artefato explosivo armado pelas gangues da desinformação. Obtenha informação descontaminada em sites como estes: www.viomundo.com.br e http://www.conversaafiada.com.br.

Escreva diariamente para todos os jornais e emissoras.

Participe ativamente dos fóruns no jornais e emissoras.

Por pelo menos 30 minutos, participe ativamente das discussões no Orkut, Twitter e outras redes sociais.

Rebata inverdades, denuncie falsidades, indigne-se.

Denuncie a todos os órgãos competentes a prática de crimes virtuais.

Procure dividir seu conhecimento com vizinhos, amigos, parentes e colegas de trabalho. Trabalhe para despertar os brasileiros do transe imposto pela mídia monopolista."

A vontade de vencer na trapaça

Reproduzo do Blog do Ernani de Paula, para leitura e reflexão:

"A campanha de José Serra à Presidência da República sucumbe a diversos fatores. Alguns controláveis, outros fruto da própria trajetória do PSDB e os caminhos que a legenda escolheu. E, por fim, a situações do momento históricos que fogem completamente ao controle dos tucanos, como a grande popularidade do governo do presidente Lula e, ainda, os resultados inquestionáveis dos últimos oito anos.

A falta de um posicionamento crítico como oposição certamente foi a principal derrapada de José Serra e do PSDB como um partido que tinha tudo para polarizar com o PT as eleições. Se esta disputa foi polarizada em algum momento, na atualidade da campanha, a soberania do PT e do projeto de Lula e Dilma é soberana e a suposta oposição já não tem fôlego e nem motivos para resistir.

Numa comparação dos dois partidos são nítidas as diferenças conceituais. Em 1994, o PT criticava e movimentava sua bancada de oposição de forma incessante. Foram uma pedra enorme no sapato do governo FHC. Conseguiram encontrar defeitos e motivos pra criticar até mesmo o então intocável Plano Real. O Brasil pós-2002, com a mudança de eixo no governo federal não teve a mesma troca de posições na oposição. FHC, que deveria funcionar como grande líder tucano, se ausentou do debate – ou foi deixado esquecido por uma nova geração, e o partido simplesmente não ocupou os espaços de oposição.

O PSDB não quis assumir esta trincheira. E quando o fez, foi um trabalho mal feito de quem não está acostumado a viver na adversidade da falta de cargos, espaços para apaniguados e outras benesses. E assim foi deslizando a sua imagem e deixando o PT e Lula mais à vontade ainda para seguir o seu projeto de governo.

E a tese da oposição mal feita seguiu seu curso até a campanha deste ano. Serra adotou a covarde – e injusta – estratégia de ser um “aliado” de Lula. Como se isso fosse possível, o tucano se negou a atacar o governo petista. Está querendo ser um aliado de última hora, bancando a idéia de que é diferente, mas que pode fazer igual. Enquanto isto, acusa Dilma – a legítima herdeira e integrante das conquistas políticas nacionais – de usar a imagem de Lula. Serra é do PSDB e cita Lula em seus discursos, programas de rádio e TV e até mesmo no seu jingle. Como Dilma é quem seria a usurpadora da imagem alheia?

Portanto, o fiasco está formado.

No meio deste mato alto, onde os tucanos se confundem e se perdem, ainda há espaço para um tipo de movimentação rasteira: a tentativa de levar a eleição, e o Brasil, na base do golpe. O recente caso de uma possível falsificação de assinatura e quebra de sigilo da vida fiscal de uma filha de José Serra tem todos os traços de um golpe baixo para que o PSDB e Serra sejam vitimizados perante a opinião pública.

Ao insinuar, e em outras pontas do emaranhado de discursos tucanos até mesmo acusar, o PT, Dilma e o comando de campanha de estarem revirando ilegalmente a vida de sua filha, Serra pretende ganhar pontos como o coitado que está sendo injustiçado perante a máquina. O ex-governador de São Paulo não conseguiu implantar um discurso, não conseguiu ser oposição, não conseguiu encontrar um ponto de ataque contra Lula e nem contra Dilma. Mas, agora, quer encontrar um jeito de se tornar mártir do povo brasileiro.

O caso, longe de ser um delírio de parte a parte dos envolvidos, tem lastros de investigação intensos em Brasília. Tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas ligadas à investigação que garantem ser tudo uma grande armação interna para que Serra tenha a imagem arranhada, a família atingida. É como se auto-flagelar em busca de comiseração, pena.

Assim, tentando ganhar o governo do Brasil na marra, na base do golpe, o PSDB somente reafirma que longe de ser uma legenda ligada a novas práticas é na verdade um partido mesquinho, golpista e que está vivendo sua agonia e desespero para retomar o poder a qualquer custo: nem que para isto seja preciso enganar a opinião pública nacional."