Botao share

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

O esgoto e a mídia

Para bater no governo Lula, parte da mídia brasileira se tornou especialista em divulgar apenas dados negativos sobre determinadas áreas, mesmo quando os positivos são muito mais relevantes – não só do ponto de vista jornalístico, mas também da realidade brasileira, que está mudando pra melhor, sim, queiram ou não os jornais.

Nesta sexta-feira (20), a bola da vez foi a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) divulgada pelo IBGE. Ela traz dados sobre os serviços de água e esgoto em todo o país. O levantamento mostra como estavam as coisas em 2008 (quando a pesquisa foi concluída) e compara com os números relativos a 2000.

Essa segunda parte – a do comparativo – foi estrategicamente escondida pelos grandes portais noticiosos. Eles preferiram destacar que “a maioria da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto”. Não me surpreenderei se os jornalões fizerem a mesma coisa amanhã.

Com números não se briga, menos ainda com a realidade. É verdade que a pesquisa aponta para um grave problema: apenas 44% dos domicílios brasileiros tem acesso à rede geral de esgotos. Mas o levantamento também mostra que, em 2000, esse total era de 33,5%. Ou seja, houve aumento de 31%.

Outro dado que chama a atenção, e que está lá na página do IBGE (www.ibge.gov.br) para quem quiser ver: em 2000, apenas 35,3% das cidades com coleta de esgoto tinham também o serviço de tratamento. Em 2008, esse total era de 68,8%. Aumento de 95% - e numa questão que tem interferência direta na melhoria do meio ambiente e da saúde do povo.

Eu não sou jornalista, mas me parece evidente que esse avanço, no período de apenas oito anos, é uma notícia extremamente relevante. Uma imprensa séria teria obrigação de explicar aos leitores por que e como isso aconteceu.

Como teria obrigação, também, de informar que existe um programa federal chamado PAC do Saneamento – iniciado depois da conclusão da pesquisa e que certamente já alterou para melhor a realidade captada pelo IBGE há dois anos.

Mas nada disso aconteceu até agora. E duvido que aconteça, porque todo o esforço da mídia nesse momento parece voltado para um único esporte, qual seja: o de levantar a bola para a oposição cortar, produzindo manchetes que possam ser usadas no programa eleitoral tucano.

Não se esqueçam que a área do saneamento está diretamente ligada à questão da Saúde, ponto central do marketing do candidato adversário.

Mas sobre isso falarei no próximo post. Vou mostrar que, também na Saúde, o governo Lula produziu avanços consideráveis.

Nenhum comentário:

Postar um comentário