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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ações da Saúde no governo Lula

Já estou ficando doente de tanto ouvir o candidato adversário deitando falação sobre a Saúde: é catarata, é varizes, é mutirão... Tudo ele promete fazer, como se nada estivesse sendo feito, como se o Ministério da Saúde tivesse deixado de existir depois do dia em que ele deixou o cargo.

Estou à vontade para falar sobre o assunto porque, além de observador atento da realidade, trabalhei dois anos e meio no Ministério. Vi de perto a herança que recebemos e testemunhei a implantação de vários programas exitosos no Governo Lula.

Vou citar alguns:

Samu 192 – O Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que leva de 5 a 10 minutos para prestar os primeiros socorros, tem ajudado a salvar milhares de vidas desde que foi lançado. Atende cidades com mais de 100 mil habitantes, que já receberam do governo federam 1.188 ambulâncias básicas e 329 avançadas (com UTI). Também possui serviços de helicóptero, motos e barcos.

UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) – Lançadas recentemente, já tem 430 unidades habilitadas em mais de 300 cidades, sendo 77 em funcionamento. Atuam integradas ao SAMU e fazem atendimento de urgência de pequena e média complexidade, ajudando a diminuir as filas nos hospitais.

Unidades Básicas de Saúde – O governo Lula construiu até agora 3.464 unidades de atendimento ambulatorial em quase todos os municípios brasileiros. E tem outras 1.289 contratadas.

Farmácias Populares – Vendem remédios para várias doenças (entre elas hipertensão e diabetes) com até 90% de desconto. Existem 538 unidades em todo o país, sendo que os remédios mais baratos também podem ser encontrados em 11.186 estabelecimentos convencionais, através do convênio “Aqui Tem Farmácia Popular”.

Brasil Sorridente – Possui hoje 19.781 equipes de saúde bucal atendendo 49,1% da população. Também foram implantados 838 Centros de Especialidades Odontológicas.

Recuperação de Santas Casas e hospitais filantrópicos – Logo no primeiro ano do governo Lula, em 2003, foi criada a Política de Reestruturação da Atenção Hospitalar, que tinha por objetivo recuperar financeiramente santas casas e hospitais filantrópicos, restabelecendo a qualidade do atendimento. Quanto às Santas Casas, encontramos muitas delas praticamente falidas, sobretudo no Estado de São Paulo. Entre 2004 e 2010, foram repassados anualmente R$ 423 milhões para 163 hospitais de ensino; R$ 21 milhões para outros 397 de pequeno porte; e R$ 214 milhões para 645 filantrópicos.

O candidato adversário certamente conhece todos esses programas, já que o Estado que ele governava até outro dia foi um dos que mais se beneficiou das ações do governo Lula na Saúde.

Ainda há problemas? Sim. Mas tenho certeza que muitos já estariam resolvidos – ou bem encaminhados – se a oposição, num ato demagógico e de extrema irresponsabilidade, não tivesse retirado R$ 40 bilhões anuais da Saúde quando derrubou a CPMF no Senado.

O candidato, que gosta tanto de doença, deveria procurar um médico para cuidar dessa sua ausência crônica de memória. Enquanto isso não acontece, Dr. Rochinha promete ajudá-lo falando mais sobre o assunto nos próximos dias

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