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sábado, 28 de agosto de 2010

Eleições: o jogo só acaba quando termina

Pesquisa eleitoral é que nem campeonato regional de futebol: todo mundo diz que não vale nada, mas ninguém quer ficar pra traz.

É realmente muito bom quando nossos candidatos despontam nas pesquisas em primeiro lugar ou quando estão em ascensão, porque isso empolga a militância, traz tranqüilidade à campanha e pode contagiar o eleitorado.

Mas não podemos esquecer que o jogo só acaba quando termina.

Todas as pesquisas das últimas semanas mostram nossa candidata Dilma muito bem posicionada. A mais recente delas, divulgada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo (Ibope), aponta para uma diferença de 24 pontos sobre o principal adversário. Em votos válidos, Dilma tem 59%, o suficiente para encerrar a fatura em 3 de outubro.

A questão é que, daqui até lá, temos uma longa estrada de quase 40 dias para percorrer.

Engana-se quem pensa que a campanha adversária esteja disposta a jogar a toalha antes da hora. Assim como devemos evitar o “já ganhou”, também devemos desconfiar quando os articulistas da mídia dizem que, do outro lado, o clima é de “já perdeu”.

Nós, do PT, sabemos muito bem que o saco de maldades deles não tem fundo. Está aí o factóide do vazamento de dados – reverberado por parte da imprensa com ares de “grande escândalo” – para mostrar que a oposição fará de tudo, sem pudor nem escrúpulos, para reverter o quadro nas próximas semanas.

O momento agora, portanto, é de atenção redobrada e, principalmente, muita mobilização. Nossa campanha está indo bem, mas não podemos fazer como o corredor que se distancia dos demais no meio da prova e acaba esmorecendo na reta final.

Por isso, vamos manter a seriedade e o passo firme, com os olhos bem abertos para evitar as cascas de banana que eles certamente espalharão pelo nosso caminho daqui até 3 de outubro.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ações da Saúde no governo Lula

Já estou ficando doente de tanto ouvir o candidato adversário deitando falação sobre a Saúde: é catarata, é varizes, é mutirão... Tudo ele promete fazer, como se nada estivesse sendo feito, como se o Ministério da Saúde tivesse deixado de existir depois do dia em que ele deixou o cargo.

Estou à vontade para falar sobre o assunto porque, além de observador atento da realidade, trabalhei dois anos e meio no Ministério. Vi de perto a herança que recebemos e testemunhei a implantação de vários programas exitosos no Governo Lula.

Vou citar alguns:

Samu 192 – O Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que leva de 5 a 10 minutos para prestar os primeiros socorros, tem ajudado a salvar milhares de vidas desde que foi lançado. Atende cidades com mais de 100 mil habitantes, que já receberam do governo federam 1.188 ambulâncias básicas e 329 avançadas (com UTI). Também possui serviços de helicóptero, motos e barcos.

UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) – Lançadas recentemente, já tem 430 unidades habilitadas em mais de 300 cidades, sendo 77 em funcionamento. Atuam integradas ao SAMU e fazem atendimento de urgência de pequena e média complexidade, ajudando a diminuir as filas nos hospitais.

Unidades Básicas de Saúde – O governo Lula construiu até agora 3.464 unidades de atendimento ambulatorial em quase todos os municípios brasileiros. E tem outras 1.289 contratadas.

Farmácias Populares – Vendem remédios para várias doenças (entre elas hipertensão e diabetes) com até 90% de desconto. Existem 538 unidades em todo o país, sendo que os remédios mais baratos também podem ser encontrados em 11.186 estabelecimentos convencionais, através do convênio “Aqui Tem Farmácia Popular”.

Brasil Sorridente – Possui hoje 19.781 equipes de saúde bucal atendendo 49,1% da população. Também foram implantados 838 Centros de Especialidades Odontológicas.

Recuperação de Santas Casas e hospitais filantrópicos – Logo no primeiro ano do governo Lula, em 2003, foi criada a Política de Reestruturação da Atenção Hospitalar, que tinha por objetivo recuperar financeiramente santas casas e hospitais filantrópicos, restabelecendo a qualidade do atendimento. Quanto às Santas Casas, encontramos muitas delas praticamente falidas, sobretudo no Estado de São Paulo. Entre 2004 e 2010, foram repassados anualmente R$ 423 milhões para 163 hospitais de ensino; R$ 21 milhões para outros 397 de pequeno porte; e R$ 214 milhões para 645 filantrópicos.

O candidato adversário certamente conhece todos esses programas, já que o Estado que ele governava até outro dia foi um dos que mais se beneficiou das ações do governo Lula na Saúde.

Ainda há problemas? Sim. Mas tenho certeza que muitos já estariam resolvidos – ou bem encaminhados – se a oposição, num ato demagógico e de extrema irresponsabilidade, não tivesse retirado R$ 40 bilhões anuais da Saúde quando derrubou a CPMF no Senado.

O candidato, que gosta tanto de doença, deveria procurar um médico para cuidar dessa sua ausência crônica de memória. Enquanto isso não acontece, Dr. Rochinha promete ajudá-lo falando mais sobre o assunto nos próximos dias

O esgoto e a mídia

Para bater no governo Lula, parte da mídia brasileira se tornou especialista em divulgar apenas dados negativos sobre determinadas áreas, mesmo quando os positivos são muito mais relevantes – não só do ponto de vista jornalístico, mas também da realidade brasileira, que está mudando pra melhor, sim, queiram ou não os jornais.

Nesta sexta-feira (20), a bola da vez foi a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) divulgada pelo IBGE. Ela traz dados sobre os serviços de água e esgoto em todo o país. O levantamento mostra como estavam as coisas em 2008 (quando a pesquisa foi concluída) e compara com os números relativos a 2000.

Essa segunda parte – a do comparativo – foi estrategicamente escondida pelos grandes portais noticiosos. Eles preferiram destacar que “a maioria da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto”. Não me surpreenderei se os jornalões fizerem a mesma coisa amanhã.

Com números não se briga, menos ainda com a realidade. É verdade que a pesquisa aponta para um grave problema: apenas 44% dos domicílios brasileiros tem acesso à rede geral de esgotos. Mas o levantamento também mostra que, em 2000, esse total era de 33,5%. Ou seja, houve aumento de 31%.

Outro dado que chama a atenção, e que está lá na página do IBGE (www.ibge.gov.br) para quem quiser ver: em 2000, apenas 35,3% das cidades com coleta de esgoto tinham também o serviço de tratamento. Em 2008, esse total era de 68,8%. Aumento de 95% - e numa questão que tem interferência direta na melhoria do meio ambiente e da saúde do povo.

Eu não sou jornalista, mas me parece evidente que esse avanço, no período de apenas oito anos, é uma notícia extremamente relevante. Uma imprensa séria teria obrigação de explicar aos leitores por que e como isso aconteceu.

Como teria obrigação, também, de informar que existe um programa federal chamado PAC do Saneamento – iniciado depois da conclusão da pesquisa e que certamente já alterou para melhor a realidade captada pelo IBGE há dois anos.

Mas nada disso aconteceu até agora. E duvido que aconteça, porque todo o esforço da mídia nesse momento parece voltado para um único esporte, qual seja: o de levantar a bola para a oposição cortar, produzindo manchetes que possam ser usadas no programa eleitoral tucano.

Não se esqueçam que a área do saneamento está diretamente ligada à questão da Saúde, ponto central do marketing do candidato adversário.

Mas sobre isso falarei no próximo post. Vou mostrar que, também na Saúde, o governo Lula produziu avanços consideráveis.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O povo vai democratizar a mídia

Nos últimos anos tem se falado bastante de uma coisa chamada “democratização dos meios de comunicação”.

A chamada grande imprensa não gosta muito do assunto. É natural. Eles não querem perder o poder que sempre tiveram de decidir sobre os rumos do país – interferindo em decisões políticas e, no extremo, apoiando abertamente golpes contra governos que contrariam seus interesses e dos grupos aos quais estão ligados.

Mas eu acho que – independentemente dos interesses de quem quer que seja – esse poder tende a se esvaziar. É o povo, com a ajuda das novas tecnologias, que vai fazer com que os meios de comunicação se democratizem.

Já está acontecendo. Uma boa parte da sociedade já não se deixa levar por uma manchete de jornal, um comentário no rádio ou uma matéria de TV. Hoje as pessoas vão em busca de mais informações e não se fiam apenas pelo que diz este ou aquele jormal, este ou aquele “formador de opinião”.

Nesse aspecto, a internet vem provocando uma evolução sem tamanho.

É com grande felicidade que vejo acontecer algo que parecia impossível quando eu tinha 16, 17 anos, lá no meu Cariri. Naquela época, não tínhamos acesso a nada. Num intervalo de 40 anos, houve uma reviravolta muito grande, uma profunda mudança nessa questão de informar e ser informado.

Hoje, todos nós, de todas as idades, temos não só acesso à informação diversificada, como também o domínio dos novos meios de comunicação, com os blogs, os sites, o twitter...

Qualquer um – até eu, vejam vocês – tem a possibilidade de expor suas opiniões para milhares de pessoas. É o fim da ditadura do pensamento único, venha ele de onde vier.

Só precisamos cuidar para que o ambiente da internet, tão propício à livre difusão de idéias e pensamentos, não se transforme num espaço de banalidades, agressões e baixarias, como ocorre às vezes.

Nós, petistas e não petistas que acreditamos na democracia, temos de manter o nível elevado. Essa é a melhor contribuição que podemos dar – e acredito que já estamos dando – para que os grandes meios mudem seus procedimentos, no sentido de privilegiarem a informação concreta e verdadeira, com noticiário isento e entretenimento saudável.

Informar é dar a notícia com imparcialidade e deixar que a pessoa reflita sobre ela, pense, decida, tome posição. Infelizmente, vários veículos não tem essa parcimônia. Mas o comportamento da própria população, com acesso cada vez maior a várias fontes de informação, vai levar esses meios a reverem seus métodos.

Não tenho dúvida: ou eles fazem isso no médio prazo, ou ficarão para traz na História.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

É proibido piscar

É natural que eleições como as que ocorrem em 2010 fiquem excessivamente focadas na disputa presidencial. Mas temos uma grande novidade política ocorrendo este ano nos Estados. E pouca gente tem dado a devida atenção.

Falo do significativo leque de partidos que apóiam a candidatura Dilma no plano federal e que se reproduzem nas composições estaduais, mesmo sem a obrigatoriedade da verticalização.

A representatividade nos Estados é até maior do que nas duas eleições do Lula. São vários lugares em que temos duas e até três candidaturas aos governos apoiando e pedindo votos para a companheira Dilma.

Isso é muito importante. Se as principais lideranças tiverem um entendimento de que tem de haver um grau de civilidade nessa disputa, todos nós vamos ganhar, porque o mapa político do Brasil pode sair com outra cara a partir de 3 de outubro.

Ainda não vi nenhum veículo de comunicação fazer uma análise mais profunda sobre isso. E, no entanto, o quadro está bastante consolidado para ambos os lados.

O fato é que o PT, nestas eleições, deu um grande salto no sentido de compreender melhor a dinâmica das disputas regionais e de fazer os acordos necessários à manutenção de nosso projeto de país. Esse é um processo de aprendizado que só aperfeiçoa a democracia.

É lógico que sempre vai ter um estresse aqui e acolá, o que é mais do que natural, faz parte da disputa, mas não tenho a menor dúvida de que o conjunto de partidos que nos apóia, mais a força do PT e do próprio Lula, tem contribuído decisivamente para o bom desempenho de Dilma nas pesquisas de intenção de voto.

E isso ficará ainda mais claro com os programas de TV, a partir da semana que vem, quando essa coligação vai ter condições de mostrar a todos os brasileiros, de todas as regiões, como o país está muito melhor hoje.

Não que a eleição esteja ganha. Longe disso. Nossos adversários tem uma capacidade enorme de criar truques e mentiras. Eles tem um longo histórico de disputa desleal, estão aí há 500 anos, sabem perfeitamente transformar coisas positivas em negativas. Exemplos não faltam e alguns deles são bastante recentes.

Estamos no caminho certo, mas temos de ficar de olhos bem abertos 24 horas por dia, mesmo quando a gente estiver dormindo.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

A razão do crescimento do PT

Matéria publicada hoje no UOL (leia aqui) conclui que o aumento de filiados ao PT, nos últimos anos, se deve ao fato de o partido ter chegado ao governo federal. Um certo "consultor político" chega a atrubuir o crescimento à "ampla participação do partido em cargos de confiança".

Eu sinceramente não sei de onde esses "especialistas" tiram essas conclusões. O fato de sermos governo ajuda. Mas é preciso dizer - e a matéria não diz - que só ajuda porque estamos fazendo um bom governo, aprovado por inquestionável maioria popular. Não tem nada a ver com petistas ocupando cargos de confiança. Estes estão trabalhando, e muito, para que o Brasil siga crescendo e resolvendo seus problemas, um dos motivos pelos quais, aliás, o governo Lula é tão bem avaliado.

A verdade é que o PT cresceu muito, sim, mas não foi a partir de 2003, como afirma a matéria para justificar a tese de que o aumento de filiados tem a ver com a "Era Lula". Esse crescimento se deu em 2007 e 2009, graças à consolidação do PED (nosso Processo de Eleições Diretas para escolha dos dirigentes em todos os níveis) e à forte organização partidária nos Estados.

Embora a grande imprensa insista em dizer o contrário, nós do PT sabemos muito bem que governo é governo e partido é partido. Governos acabam; partidos continuam. Por isso, trabalhamos diariamente para fortalecer o PT e ampliar o debate em torno de nosso projeto de país - fazendo com que cada vez mais as pessoas participem da vida política brasileira.

Se dependêssemos de governos e cargos públicos para fazer isso, o PT não seria o que é.