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domingo, 26 de dezembro de 2010

Valeu, companheiro Lula

Último pronunciamento do presidente Lula, após 8 anos do governo que começou a fazer do Brasil um país mais justo, democrático e respeitado em todo mundo.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Parabéns ao presidente Lula e ao povo brasileiro

Faltando apenas 15 dias para encerrar um ciclo de oito anos no comando do país, o presidente Lula bate mais um recorde de popularidade e chega aos 87% de aprovação, segundo a pesquisa CNI/Ibope divulgada nesta quinta-feira (16).

Sem dúvida, uma marca extraordinária. Mas é preciso lembrar sempre – especialmente a certos setores da nossa mídia – que o sucesso de Lula não se deve apenas a seu carisma pessoal ou à sua facilidade de conversar com o povo.

Lula, com o PT à frente, fez o melhor governo da História do Brasil. E este é o principal motivo de ele obter índices tão altos de popularidade.

Trata-se de um governo considerado ótimo ou bom por 80% dos brasileiros, segundo a mesma pesquisa. Um governo cuja avaliação positiva supera a negativa em várias áreas centrais da vida nacional.

O levantamento do Ibope mostra que a maioria dos entrevistados aprova as políticas governamentais para as áreas de Educação, Meio Ambiente, combate à pobreza, combate ao desemprego, combate à inflação e segurança pública.

Isso não significa que não tenhamos de avançar nessas e em outras áreas.

Nosso principal gargalo está na Saúde. A pesquisa mostra que 54% dos entrevistados estão descontentes com a atuação do governo no setor. O que explica o fato de, em outro questionário, sobre quais deveriam ser as prioridades da presidente Dilma, a Saúde aparecer na frente com 66% das respostas.

Daí a importância de o novo governo aprovar urgentemente formas de financiamento que ampliem e qualifiquem o atendimento público prestado pelo SUS.

A melhoria do sistema de saúde está entre os grandes e imediatos desafios do Governo Dilma. Existem outros, igualmente importantes, em que avançamos pouco. Consolidado esse período histórico, chegou a hora de ousar mais.

A partir do fantástico legado deixado pelo presidente Lula, temos de construir o futuro e debater com coragem temas que possam ser espinhosos – do ponto de vista da reação dos setores conservadores. Só assim conseguiremos aprofundar as mudanças iniciadas até aqui e caminhar na direção da cidadania plena a todos os brasileiros e brasileiras.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Minha avaliação sobre o 2º Seminário Nacional da PMB

Fechando o ciclo de oito anos do governo Lula e projetando a ação partidária para o próximo período, a chapa O Partido que Muda o Brasil realizou no último fim de semana, em Guarulhos, um seminário bastante produtivo, com debates de altíssimo nível.

Contribuiu para isso a diversidade da pauta. Além dos temas tradicionais da conjuntura política, tivemos também uma mesa de análise econômica, com foco na crise internacional e seus possíveis reflexos no Brasil; uma brilhante exposição da professora Tânia Bacelar sobre Desenvolvimento Regional; e uma mesa que discutiu as perspectivas eleitorais para 2012.

Outro ponto muito importante deste seminário foi a inédita participação de dirigentes de outras chapas na mesa sobre conjuntura política. Certamente, as presenças do companheiro Carlos Árabe (DS) e da companheira Iole Ilíada (AE) deram peso especial às discussões. O deputado Arlindo Chinaglia (Movimento PT) deveria fazer parte da mesa, mas ele não pode comparecer por questões pessoais. Convidamos ainda integrantes de todas as chapas que compõem o DN para assistir aos debates.

A experiência foi extremamente exitosa porque tornou o debate mais democrático. No momento em que discutimos a continuidade de nosso governo e as áreas em que podemos avançar, é muito importante ouvir o pensamento das demais correntes.

Entre os temas discutidos, quero destacar três pontos:

1) Na mesa sobre política, ficou evidente o consenso de que, após a ofensiva conservadora da última campanha, o PT precisa voltar-se mais firmemente para o debate ideológico junto à sociedade. Havia uma avaliação, entre setores da mídia, de que esse debate era ultrapassado ou secundário, mas ele voltou à pauta quando, nestas eleições, a oposição deixou de lado seu receituário de administração pública e foi para o enfrentamento ideológico e conceitual, como nas questões sobre sexo, aborto e religião. Estes e outros temas com certeza voltarão com força durante o governo Dilma e temos de estar preparados para defender as posições e as formulações históricas do PT.

2) Os debatedores da mesa sobre economia alertaram para o prolongamento da crise internacional e destacaram as medidas adotadas pelo governo Lula, em 2008/2009, para evitar que o Brasil fosse atingido mais duramente naquele período. Aqui houve consenso de que é preciso continuar investindo em distribuição de renda, aumento de salários e fortalecimento do setor público – entre outras medidas – como forma mais eficiente de manter o país crescendo mesmo diante das incertezas mundiais. O tema da reforma tributária também foi recorrente em todas as falas. É preciso mudanças que tornem o processo de arrecadação de impostos mais justo e eficiente. Propostas que foram levantadas e com as quais concordo: taxação de grandes fortunas e heranças, aumento das alíquotas para os mais ricos e maior tributação sobre o capital financeiro, com desoneração do trabalho e da produção.

3) A mesa sobre Perspectivas Eleitorais para 2012 produziu um debate riquíssimo, apontando que nosso desempenho nas eleições municipais está diretamente ligado às ações do partido e de nossos governos, especialmente o federal, já no ano que vem. Entre estas ações, está o engajamento numa reforma que fortaleça os partidos, enfrente a crescente judicialização da política, aprofunde os processos democráticos e diminua a influência do poder econômico sobre campanhas e mandatos.

O mais importante de tudo, na minha opinião, é que as três mesas, mais a palestra de Tânia Bacelar, acabaram produzindo uma leitura bastante abrangente da realidade brasileira atual.

Agora vamos fazer um caderno-síntese sobre as discussões do seminário e distribuiremos para todos os segmentos do partido.

Pretendemos ainda produzir novos debates com temáticas específicas. Por exemplo, sou da opinião que podemos discutir, num próximo encontro, a questão das administrações petistas nos municípios, tanto no papel político como na gestão pública. Mais uma vez, o foco deverá ser 2012, que tem de estar presente em todos os encontros que a gente fizer a partir de agora.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Uma vitória da militância e do povo brasileiro

A vitória da companheira Dilma Rousseff, agora eleita a primeira mulher presidente do Brasil, se deve a muitos fatores – e o que não falta é gente gabaritada para analisar cada um deles. É evidente que também tenho minha avaliação, mas ela ainda está no forno.

Por ora, quero fazer aqui uma mensagem de congratulação pela vitória, destacando o papel decisivo da militância petista. Não tenho dúvida de que a garra e a determinação de nossos 1.408.000 filiados, bem como de nossos dirigentes municipais e estaduais, fizeram a diferença nestas eleições, especialmente no segundo turno.

Não posso deixar de agradecer também o empenho dos partidos aliados, do movimento social, de vários setores da sociedade e de um sem-número de cidadãos anônimos que arregaçaram as mangas, ergueram suas bandeiras e foram às ruas batalhar voto a voto.

Foi graças a esse grande esforço que o Brasil pôde acordar nesta segunda-feira com a certeza de que seguirá mudando.

Isso mostra que somente a participação ativa no processo político nos dá a real garantia da continuidade desse projeto iniciado há mais de 30 anos.

Parabéns, militância. Agora é hora de festejar e de aproveitar o feriado para repor as energias antes de retomar a batalha. Porque a luta, vocês sabem, sempre continua.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Cai a máscara tucana

A grande imprensa nunca deu destaque nem investigou a fundo as maracutais dos governos do PSDB de São Paulo. Mas a moleza parece que está acabando. Alguns veículos, como a revista IstoÉ e a TV Record, decidiram romper a blindagem que protege os tucanos desde que eles chegaram ao poder no Estado, há 16 anos.

A edição da IstoÉ que começa a circular hoje continua investigando as relações obscuras de Paulo Preto com o governo Serra. Desta vez descobriram que a mãe e um genro dele são donos de uma empresa que prestou serviços ao Rodoanel. Para ler, clique aqui.

E ontem o Jornal da Record levou ao ar extensa reportagem de Rodrigo Viana sobre as muitas denúncias de corrupção envolvendo não só as aobras do Rodoanel como também do Metrô. Assista abaixo:

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A hora é de disputar voto a voto

Tudo o que NÃO precisamos, a poucos dias da eleição, é repetir alguns erros primários do primeiro turno.

O principal deles é usar pesquisa de intenção de voto como combustível para acender a churrasqueira antes da hora.

Pesquisas apontam tendências de opinião pública e servem para orientar a campanha, mas para a carne assar o que conta mesmo é voto na urna.

Neste segundo turno, a mobilização da militância, de movimentos sociais e de vários setores da sociedade foi fundamental para que nossa candidata voltasse a abrir vantagem sobre o adversário.

É uma vantagem razoável (entre 12 e 14 pontos), porém ainda insuficiente para nos dar a tranqüilidade da vitória. Além disso, o Vox divulgado nesta segunda-feira (25) mostra que ainda existem 7% de eleitores indecisos e outros 6% que declaram voto branco ou nulo. O total (13%) é igual à nossa vantagem, dentro da margem de erro.

Portanto, nada de colocar a cerveja pra gelar ou encostar o burro na sombra.

A hora é de ir pra rua e disputar voto a voto, como sempre fizemos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Emprego: quem procura acha

Este é o retrato do Brasil real, após oito anos de governo do PT: o índice de desemprego divulgado hoje (21) pelo IBGE é o menor da história. Segundo o instituto, entre a chamada população ativa, apenas 6,2% estava desocupada em setembro.

Outro dado interessante: o IBGE afirma que, de agosto para setembro, foram criadas 147 mil vagas nas seis regiões metropolitanas pesquisadas (Recife, Salvador, BH, Rio de Janeiro, SP e Porto Alegre), enquanto o crescimento do total de pessoas empregadas foi de 120 mil. Ou seja, todos os que procuraram emprego no período foram absorvidos pelo mercado de trabalho, desde que qualificados paras as funções requisitadas.

Os tucanos costumam ter chiliques quando falamos em comparar governos (mais do que quando são atacados por bolinhas de papel). Mas não tem como ignorar esse fato real e concreto, principalmente quando sabemos, segundo o mesmo IBGE, que a taxa de desemprego em setembro de 2002 (último ano do desgoverno deles) era quase o dobro da atual: 11,5%.

É isso o que temos de jogar na cabeça deles. Todos os dias.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

PF desmascara a Folha

Reproduzo do site do PT:

Em nota divulgada agora à tarde, a Polícia Federal desmentiu o jornal Folha de S.Paulo desta quara-feira (20), que estampou, em manchete, o seguinte título: “PF liga quebra de sigilo fiscal de tucano à pré-campanha de Dilma”.

Segundo a nota, a PF concluiu que a quebra de sigilo “ocorreu entre setembro e outubro de 2009” (quando não havia pré-campanha) e que o levantamento das informações foi utilizado pelo jornalista Amaury Ribeiro Jr. “no interesse de investigações próprias”.

A nota diz ainda que não foi comprovada a utilização dos dados em campanha política.

“A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação”, afirma o texto.

Leia a íntegra:

NOTA À IMPRENSA 

Sobre as investigações para apurar suposta quebra de sigilo de dados da Receita Federal, a Polícia Federal esclarece que:

1- O fato motivador da instauração de inquérito nesta instituição, quebra de sigilo fiscal, já está esclarecido e os responsáveis identificados. O inquérito policial encontra-se em sua fase final e, depois de concluídas as diligências, será encaminhado à 12ª Vara Federal do Distrito Federal;

2- Em 120 dias de investigação, foram realizadas diversas diligências e ouvidas 37 pessoas em mais de 50 depoimentos, que resultaram, até o momento, em 7 indiciamentos;

3- A investigação identificou que a quebra de sigilo ocorreu entre setembro e outubro de 2009 e envolveu servidores da Receita Federal, despachantes e clientes que encomendavam os dados, entre eles um jornalista;

4- As provas colhidas apontam que o jornalista utilizou os serviços de levantamento de informações de empresas e pessoas físicas desde o final de 2008 no interesse de investigações próprias;

5- Os dados violados foram utilizados para a confecção de relatórios, mas não foi comprovada sua utilização em campanha política;

6- A Polícia Federal refuta qualquer tentativa de utilização de seu trabalho para fins eleitoreiros com distorção de fatos ou atribuindo a esta instituição conclusões que não correspondam aos dados da investigação.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Falou e disse

Belísssimo depoimento do escritor Fernando Morais em apoio à nossa candidata Dilma Rousseff.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Todos à luta!

A pesquisa Datafolha divulgada agora à noite no Jornal Nacional, em que Dilma se mantém oito pontos à frente de Serra (54% a 46%, nos válidos), indica claramente que estancou a sangria provocada pela onda de calúnias e mentiras espalhadas nas últimas semanas pelos adversários.

Mas isso não é motivo pra gente sair comemorando antes da hora. Espero que todos já tenham aprendido com as lições do primeiro turno. E quando digo todos, são todos mesmo, do dirigente partidário ao militante de base, passando pelo comando da campanha.

Temos duas semanas de muito trabalho e muita atenção. Mais do que nunca é hora de ir pras ruas, mobilizando, convencendo as pessoas e fazendo o debate político às claras, de peito aberto.

Temos muito pra mostrar e mais ainda a oferecer ao povo brasileiro.

À luta, companheiros e companheiras.

Nossos apavorados são um perigo

Recomendo a leitura, abaixo, de texto distribuído por Valter Pomar, dirigente nacional do PT:
 
Nossos apavorados são um perigo

Por Valter Pomar

O nosso" apavorado é aquele cidadão que, em 4 de janeiro de 2010, achava que Dilma não tínha chance; que em 4 de setembro de 2010 acreditava que ganharíamos a presidência no primeiro turno; e que acordou no dia 4 de outubro achando que Serra venceu o segundo turno.

O apavorado cumpre, no nosso meio, um papel mais perigoso que o tucano-de-baixo-astral cumpriu na campanha do Serra, em setembro de 2010. Naquele momento, Dilma passou à frente nas pesquisas, desmoralizando o discurso tucano segundo o qual ela não tinha chances. Parte do eleitorado tucano se acovardou e Serra começou a cair nas pesquisas.

A diferença é que não haverá terceiro turno. Portanto, o "nosso" apavorado é um perigo, um "quinta-coluna sem saber". Desorganiza nossas fileiras e ajuda o inimigo.

Que devemos fazer? Algo parecido com o que o Estado-Maior tucano fez: ir com tudo na jugular do adversário. E dizer para o apavorado: ao invés de perguntar se vamos ganhar, responda quando votos voce ganhou hoje.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

E agora, Serra?

Pubicado no Portal R7

“Homem-bomba” do PSDB vira preocupação na campanha de Serra

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, trocou o estilo defensivo que marcou o primeiro turno da campanha e subiu o tom das críticas e cobranças contra o adversário José Serra (PSDB), no debate da TV Bandeirantes no último domingo (10). A mudança pegou Serra de surpresa. Num dos momentos mais tensos do confronto, logo no primeiro bloco, a petista colocou o tucano contra a parede ao questioná-lo sobre um “calote” de R$ 4 milhões do homem de confiança do PSDB, o engenheiro Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto ou Negão.

Ao ser questionada sobre a criação do Ministério da Segurança Pública, bandeira de Serra, a petista aproveitou o tempo que lhe sobrou para dizer que fica “indignada com a questão da Erenice” [Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil que deixou o ministério após ver seu filho envolvido em denúncias de tráfico de influência], e mencionou suspeitas de corrupção que envolvem um ex-assessor de Serra.

- É bom você lembrar, eu fico indignada com a questão da Erenice, mas você devia lembrar também o Paulo Vieira de Souza, seu assessor que fugiu com R$ 4 milhões.

Serra não respondeu à pergunta e não voltou ao assunto. Assessores e pessoas próximas ao candidato tucano estranharam as críticas de Dilma e o tom da presidenciável petista.

Em agosto, reportagem da revista IstoÉ trouxe a denúncia do calote e informou ainda que Paulo Preto tem uma relação estreita com Aloysio Nunes, tucano que acabou de obter uma vaga no Senado por São Paulo e era chefe da Casa Civil de Serra. Não por acaso, o senador recém-eleito deixou o debate de domingo entre os segundo e terceiro blocos e saiu falando ao telefone evitando falar com jornalistas.

“As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado”, diz a reportagem da IstoÉ.

A revista diz que “segundo dois dirigentes do primeiro escalão do PSDB, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores”, relata a revista

A IstoÉ diz ainda que “até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo”. Foi diretor de engenharia da Dersa, estatal responsável por obras como a do Rodoanel, “empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido”. Mas, segundo a reportagem, “Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel”. A portaria, publicada no Diário Oficial em 21 de abril, não explica os motivos da demissão, “mas deputados tucanos ouvidos por IstoÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009.”

A reportagem da revista ouviu tucanos que o acusaram de ter arrecadado os tais R$ 4 milhões em nome do PSDB para as campanhas eleitorais deste ano e de não ter levado o dinheiro ao caixa do comitê do presidenciável Serra. A IstoÉ também ouviu Paulo Preto, que nega a arrecadação de recursos e diz que virou “bode expiatório”.

O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma longa trajetória ligada aos governos tucanos. A revista conta que ele ocupou cargos no segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso e, em São Paulo, atuou na linha 4 do Metrô, no Rodoanel e na marginal Tietê.

Outra acusação que pesa sobre o “homem-bomba” tucano, segundo definição da revista Veja, é o envolvimento do seu nome na operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, que investigou a empreiteira Camargo Corrêa entre 2008 e 2009. Embora não tenha sido indiciado, Paulo Preto é citado em uma série de documentos. Um dos papéis indica que o ex-diretor da Dersa teria recebido quatro pagamentos mensais de pouco mais de R$ 400 mil, o que ele nega.

Paulo Preto foi exonerado da diretoria da Dersa em abril deste ano quando Alberto Goldman assume o governo de São Paulo no lugar de Serra. Em entrevista à IstoÉ, o ex-diretor diz que até hoje não foi informado sobre o motivo da demissão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Como conquistar uma vitória que é certa

Alguns instrumentos são fundamentais para se obter bons resultados num enfrentamento eleitoral. O mais importante deles é a força do partido, sua capilaridade, seu grau de unidade interna, a capacidade política de seus quadros dirigentes e o envolvimento de sua militância.

O PT sempre teve tudo isso, às vezes mais, às vezes menos. Na presente campanha eleitoral, teve também (e tem ainda) outros importantes instrumentos, como a liderança do presidente Lula, a boa avaliação do governo e uma ampla coligação partidária.

São estas as razões que fizeram com que nosso partido obtivesse um grande resultado eleitoral no último domingo (3). Elegemos quatro governadores, podendo chegar a seis; passamos de oito para 14 senadores, podendo chegar a 15; e fizemos a maior bancada da Câmara Federal.

Uma grande vitória política, sem dúvida, mas que para muitos teve sabor de derrota pelo fato de Dilma não ter ganhado no primeiro turno. Ficou realmente faltando isso para que a vitória fosse completa. Mas precisamos ter cabeça fria para analisar os resultados, fazer nossa autocrítica e definir (ou redefinir) as estratégias a partir de agora.

Adversidades
Temos de lembrar que concorremos com forças poderosas e que uma eleição presidencial é algo sempre muito complexo. Estamos falando de um país continental que tem 135 milhões de eleitores, boa parte deles sem acesso às informações do processo político-eleitoral – o que faz com que, muitas vezes, questões laterais acabem ganhando o centro do debate e embaralhando a cabeça das pessoas.

Nestas eleições, por exemplo, as questões que realmente interessam ao país foram encobertas pelo clima de denuncismo e moralismo criado por grande parte da mídia durante toda a campanha. Assistimos a muita demagogia e enfrentamos ataques do mais baixo nível repercutidos por vários candidatos do PSDB – o que sem dúvida barrou nossa vitória no primeiro turno.

Por outro lado, nossa candidata obteve 47 milhões de votos e ficou a apenas 3 pontos de vencer no domingo. Juntando esse desempenho aos números do quadro geral, eu diria que não temos, em hipótese alguma, o direito de nos sentirmos derrotados.

Mas precisamos, sim, fazer uma rigorosa autocrítica, até porque temos uma disputa duríssima pela frente e não podemos repetir alguns erros.

Plano B
Quero dizer aqui com todas as letras: a campanha presidencial nunca teve um Plano B. Embora soubéssemos com antecedência que enfrentaríamos todo tipo de ataque, nossa militância não foi mobilizada nem preparada para fazer o embate direto com clareza e objetividade.

Faltou até agora, nessas eleições, uma direção que fizesse a conexão entre a campanha nacional e a militância de base. Em vários Estados, as direções se dedicaram única e exclusivamente aos processos locais e não se reuniram para discutir os passos estratégicos da disputa presidencial.

Marina
Da mesma forma, prestamos pouca atenção à força do discurso da ex-candidata Marina Silva. Nós sabíamos exatamente quais seriam suas propostas e tínhamos como debater em pé de igualdade, até porque refletiam questões travadas anos a fio dentro do governo e do próprio PT – ao qual ela esteve filiada por três décadas.

Mas nos calamos, possivelmente porque acreditamos em excesso na tese de que esta seria uma eleição meramente plebiscitária. E demoramos a perceber que, na verdade, havia três candidatos com grande capacidade de interlocução junto à sociedade.

Sem jamais ser exposta ao contraditório de suas propostas, Marina passou a ser elogiada (em alguns momentos, até endeusada) por aquela parcela da mídia que via nela a chance de levar Serra ao segundo turno – a mesma mídia que antes a chamava de “atrasada” e de “inimiga do crescimento”.

Agora que se inicia o segundo turno, temos obrigação de retomar e aprofundar esse debate, mostrando nosso compromisso com o desenvolvimento sustentável e, mais do que isso, as inúmeras ações de nosso governo em defesa do meio ambiente – em acordo com as propostas históricas do PT e dos milhares de militantes dessa área que continuam engrossando as fileiras do partido.

Isso terá um papel importante na definição de apoios nessa nova etapa, já que nosso opositor deverá se apropriar das bandeiras da ex-candidata – ainda que o faça com a demagogia de sempre – na tentativa de conquistar os eleitores dela.

Temas polêmicos
Não temos por que continuar fugindo de temas polêmicos. Queiramos ou não, eles fazem parte do dia-a-dia da vida das pessoas. Não precisamos trazê-los para o centro da disputa, mas temos de encará-los, seja no discurso, seja nos debates, seja no programa de televisão. Tudo sendo feito, evidentemente, com responsabilidade e no tempo certo.

Alguns desses temas já surgiram no primeiro turno e com certeza surgirão outros a partir de agora, verdadeiros ou inventados – como os boatos infames sobre defesa do aborto e fechamento de igrejas evangélicas.

Nesse campo temos de agir com total transparência.

Um dos principais méritos do governo Lula tem sido o encaminhando democrático de temas que não encontram consenso na sociedade. A população sabe disso. Não faz sentido, portanto, temer o debate sobre estes temas se eles vierem à tona.

Próximos passos
Nesse segundo turno, temos que aproximar muito mais a militância do PT e dos aliados da campanha da candidata, incluindo aí a participação direta dos movimentos sociais e de todos os setores da sociedade.

Precisamos também manter mobilizados os comitês dos candidatos que encerram as eleições no domingo, eleitos ou não, colocando suas estruturas a serviço da candidatura Dilma.

No debate de idéias, temos de investir na ênfase à construção de políticas públicas em vários setores, em especial o meio ambiente, e aprofundar a comparação entre os 8 anos de Lula e os 8 de FHC – lembrando não só das privatizações, mas de todas as políticas e ações que tornaram o Brasil mais justo, mais democrático, mais desenvolvido e, principalmente, mais respeitado em todo mundo.

A comunicação é outro ponto que precisa ser melhorado, agindo com mais firmeza no contra-ataque à guerra suja que se desenvolve na internet e acaba ganhando as ruas. A campanha concentrou demais sua estratégia nos mecanismos de comunicação de massa. Precisamos melhorar, e muito, nosso relacionamento com as redes sociais que apóiam Dilma.

Para que estas e outras questões se concretizem é fundamental um comando forte e ágil, que tenha capacidade de articular rapidamente o enfrentamento político.

É bom lembrar que temos apenas 25 dias de campanha. Agora é tudo ou nada. Não dá pra jogar fora, por conta de erros facilmente resolvíveis, os sonhos de muitas e muitas gerações que começaram a se concretizar depois que o PT chegou ao poder.

sábado, 2 de outubro de 2010

O voto politizado dos mais pobres

Reproduzo abaixo bom artigo de Maria Rita Kehl publicado neste sábado (2) no Estadão:

Dois pesos...


Maria Rita Kehl

Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Alerta máximo na reta final!

Estou vendo muita gente preocupada com o sobe e desce das pesquisas eleitorais, mas tenho sérias razões para acreditar que esse não deve ser o foco de nossa atenção daqui até domingo.

Não devemos nos iludir com a relativa calmaria dos últimos dias. Nem nos esquecer da experiência de eleições passadas – entre as quais a de 1989 e a de 2006.

Enfrentamos em 2010 uma oposição que repete as práticas golpistas da velha UDN, reproduzindo a mesma aliança espúria com setores da imprensa carioca e paulista.

Seu método principal tem sido o de espalhar mentiras, calúnias e difamações, ora fabricando escândalos contra nós, ora espalhando boatos infames pela internet, ora ligando o PT a casos com os quais não temos qualquer relação – como na pane do Metrô de SP ou nos fatos recentes ocorridos no Tocantins.

De um modo geral, a investida tem surtido pouco efeito, mas nada indica que tenham jogado a toalha. Suspeito que tenham guardado os ataques mais pesados para a antevéspera do pleito, quando já não haverá o horário eleitoral para que possamos esclarecer a população.

Meu pressentimento aponta para algumas balas de prata que já devem estar no tambor.

Não me surpreenderei, por exemplo, se ocorrerem atos de sabotagem contra o sistema elétrico nacional, de maneira a provocar apagões localizados ou generalizados. Isso respingaria direto em nossa candidata, que foi ministra do setor.

Também não descarto a fabricação de depoimentos de encomenda para ligar o PT a atividades ilegais, como o crime organizado e o tráfico de drogas. Já aconteceu outras vezes; pode muito bem acontecer de novo agora.

Portanto, companheiras e companheiros, tratemos de manter a tropa em alerta máximo, com o ouvido atento e os olhos bem abertos. O histórico udenista mostra que a guerra suja é sempre uma possibilidade. Devemos estar preparados para enfrentá-la.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A vitória em 3 de outubro está em nossas mãos

O Datafolha divulgado ontem pelo Jornal Nacional – e amplificado hoje em toda mídia – mostra que as alterações nos índices dos principais candidatos estão rigorosamente dentro da margem de erro: Dilma caiu dois pontos, Serra subiu um e Marina subiu dois.

O que me preocupa não é o resultado em si, mas a interpretação distorcida que a grande imprensa faz dos números, transformando uma variação estatística numa “tendência de queda”.

Não tenho dúvida de que eles usarão as próximas pesquisas para “confirmar” a suposta tendência. Nossa tarefa, portanto, é trabalhar redobrado para impedir que, daqui até a eleição, a direita consiga criar um clima de empate técnico entre Dilma e os demais, na tentativa desesperada de provocar o segundo turno.

Todos nós já sabíamos que os senhores da Casa Grande não entregariam os pontos com facilidade, que tentariam ganhar na base do tapetão, do golpe baixo e da manipulação.

Faltando nove dias para as eleições, chegamos a um momento decisivo. As forças do atraso se assanham, nos atacam com argumentos idênticos aos usados pelos golpistas de 1964 e usam táticas fascistas para espalhar a calúnia, a infâmia e a difamação.

Não cabem ilusões: a guerra foi declarada.

Agora é hora da mobilização total. Militantes, dirigentes, candidatos do partido, além de aliados, movimentos sociais e simpatizantes, devem ocupar as ruas em todos os Estados, em cada cidade deste país.

Vamos fazer o enfrentamento político, rebatendo os ataques da oposição e reafirmando nosso compromisso com as conquistas e bandeiras históricas do povo brasileiro, tendo como preceito fundamental a democracia.

Vamos vencer essa guerra com a força da nossa militância, os méritos de nossa candidata e o sucesso de nosso projeto de país, incomparavelmente melhor, mais inclusivo e mais democrático do que o deles.

A vitória no dia 3 de outubro está em nossas mãos. Todos e todas à luta!

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

A nova campanha de Serra

Reproduzo do blog do Luis Nassif:  

Vai entrar para a história das campanhas como a pior peça jamais imaginada, uma combinação imbatível de roteiro fantasioso, voz cavernosa, fundo sonoro tenebroso.

Nem filmes classe B dos anos 50 conseguem ser de pior nível. Um mau gosto à altura das piores capas da Veja.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Promotor concorda com pedido do PT pela instalação de inquérito contra Serra

O promotor Silvio Hiroshi Oyama, da 259ª Zona Eleitoral de São Paulo, encaminhou à Justiça Eleitoral pedido do PT pela abertura de inquérito contra o presidenciável tucano José Serra.

O PT afirma que teve a honra agredida por Serra quando ele afirmou, no dia 26 de agosto, que o partido foi responsável pela quebra do sigilo fiscal do vice-presidente do PSDB, Eduardo Jorge Caldas.

Com o pedido do promotor, a ação vai para a Justiça Eleitoral que irá decidir se abre o inquérito. Para Oyama, o candidato deve ser convidado a depor durante a investigação para confirmar as declarações.

O pedido foi protocolado na zona eleitoral do bairro da Saúde, zona sul de São Paulo, porque a declaração do presidenciável foi feita em um evento na região.

No encontro, Serra disse que "o pessoal do PT faz espionagem". Ele também acusou o partido de "jogo sujo" e de fazer "chantagem".

A assessoria de Serra afirma que não irá se pronunciar sobre o caso no momento.

O tucano bom de bico

Reproduzo do blog do jornalista Luiz Carlos Azenha (viomundo): 

Paulo Preto: Quem é o tucano que Dilma pode levar para os debates 

por Luiz Carlos Azenha

Tudo indica que Dilma Rousseff, nos debates finais, vai arrastar para a discussão o Paulo Preto. Seria uma forma de dizer que José Serra, do PSDB, desconhecia o que se passava em seu governo. O blog Flit Paralisante fez outras sugestões, de gente ligada à polícia paulista que foi indicada por Serra mas acabou se envolvendo em escândalos. Mas, sem dúvida, o Paulo Preto tem um nome marcante e deu um golpe gigante sob as barbas do tucanato. Depois de dirigir a DERSA (responsável pelo Rodoanel).

A IstoÉ fez uma reportagem completa sobre o personagem:

Um tucano bom de bico
Quem é e como agia o engenheiro Paulo Vieira de Souza, acusado por líderes do PSDB de ter arrecadado dinheiro de empresários em nome do partido e não entregá-lo para o caixa da campanha
Sérgio Pardellas e Claudio Dantas Sequeira

Nas últimas semanas, o engenheiro Paulo Vieira de Souza tem sido a principal dor de cabeça da cúpula tucana. Segundo oito dos principais líderes e parlamentares do PSDB ouvidos por ISTOÉ, Souza, também conhecido como Paulo Preto ou Negão, teria arrecadado pelo menos R$ 4 milhões para as campanhas eleitorais de 2010, mas os recursos não chegaram ao caixa do comitê do presidenciável José Serra. Como se trata de dinheiro sem origem declarada, o partido não tem sequer como mover um processo judicial.

“Ele arrecadou por conta própria, sem autorização do partido. Não autorizamos ninguém a receber dinheiro de caixa 2. As únicas pessoas autorizadas a atuar em nome do partido na arrecadação são o José Gregori e o Sérgio Freitas”, afirma o ex-ministro Eduardo Jorge, vice-presidente nacional do PSDB. “Não podemos calcular exatamente quanto o Paulo Preto conseguiu arrecadar. Sabemos que foi no mínimo R$ 4 milhões, obtidos principalmente com grandes empreiteiras, e que esse dinheiro está fazendo falta nas campanhas regionais”, confirma um ex-secretário do governo paulista que ocupa lugar estratégico na campanha de José Serra à Presidência.

Segundo dois dirigentes do primeiro escalão do partido, o engenheiro arrecadou “antes e depois de definidos os candidatos tucanos às sucessões nacional e estadual”. Os R$ 4 milhões seriam referentes apenas ao valor arrecadado antes do lançamento oficial das candidaturas, o que impede que a dinheirama seja declarada, tanto pelo partido como pelos doadores. “Essa arrecadação foi puramente pessoal. Mas só faz isso quem tem poder de interferir em alguma coisa. Poder, infelizmente, ele tinha. Às vezes, os governantes delegam poder para as pessoas erradas”, afirmou à ISTOÉ Evandro Losacco, membro da Executiva do PSDB e tesoureiro-adjunto do partido, na quarta-feira 11.

O suposto desvio de recursos que o engenheiro teria promovido nos cofres da campanha tucana foi descoberto na segunda-feira 2. Os responsáveis pelo comitê financeiro da campanha de Serra à Presidência reuniram-se em São Paulo a fim de fechar a primeira parcial de arrecadação, que seria declarada no dia seguinte à Justiça Eleitoral. Levaram um susto quando notaram que a planilha de doações informava um montante muito aquém das expectativas do PSDB e do esforço empenhado pelos tucanos junto aos doadores: apenas R$ 3,6 milhões, o equivalente a um terço do montante arrecadado pela candidata do PT, Dilma Rousseff. Ciosos de seu bom trânsito com o empresariado, expoentes do PSDB não imaginavam ter recolhido tão pouco.

Sinal de alerta aceso, deflagrou-se, então, um processo de consulta informal às empresas que já haviam se comprometido a contribuir. O trabalho de checagem contou com a participação do tesoureiro José Gregori e até do candidato José Serra e logo veio a conclusão: Paulo Preto teria coletado mais de R$ 4 milhões, mas nenhum centavo foi destinado aos cofres do partido, oficialmente ou não. Iniciava ali o enredo de uma história nebulosa com potencial para atingir o seio do PSDB às vésperas das eleições presidenciais.

“Além de representar uma quantia maior do que a arrecadada oficialmente até agora, o desfalque poderá atrapalhar ainda mais o fluxo de caixa da campanha”, explica um tucano de alta plumagem, que já disputou quatro eleições pelo partido. Segundo ele, muitas vezes as grandes empreiteiras não têm como negar contribuições financeiras, mas, nesse caso, ganharam um forte argumento: basta dizer que já contribuíram através do engenheiro, ainda que não o tenham feito.

Até abril, Paulo Preto ocupou posição estratégica na administração tucana do Estado de São Paulo. Ele atuou como diretor de engenharia da Dersa (Desenvolvimento Rodoviário S/A), estatal paulista responsável por algumas das principais obras viárias do País, entre elas o Rodoanel, empreendimento de mais de R$ 5 bilhões, e a ampliação da marginal Tietê, orçada em R$ 1,5 bilhão – ambas verdadeiros cartões-postais das campanhas do partido.

No caso do Rodoanel, segundo um dirigente do PSDB de São Paulo, cabia a Paulo Preto fazer o pagamento às empreiteiras, bem como coordenar as medições das obras, o que, por força de contrato, determina quanto a ser pago às construtoras e quando. No Diretório Estadual do partido, nove entre dez tucanos apontam a construção do eixo sul do Rodoanel como a principal fonte de receita de Paulo Preto. Outro político ligado ao Diretório Nacional do PSDB explica que a função do engenheiro na Dersa aproximou Paulo Preto de empreiteiras como Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS, Mendes Júnior, Carioca e Engevix.

Losacco, um dos coordenadores das campanhas de Serra e de Geraldo Alckmin em 2006, afirma que o elo principal de Paulo Preto com o PSDB é Aloysio Nunes Ferreira, ex-secretário da Casa Civil de Serra e atual candidato do partido ao Senado por São Paulo. O próprio engenheiro confirma uma amizade de mais de 20 anos com Aloysio (leia entrevista abaixo). De acordo com um importante quadro do PSDB paulista, desde 2008 Paulo Preto estava “passando o chapéu” visando ao financiamento da pré-candidatura de Aloysio ao governo do Estado.

“Não fizemos nenhuma doação irregular, mas o engenheiro Paulo foi apresentado como o ‘interlocutor’ do Aloysio junto aos empresários”, disse à ISTOÉ o diretor de uma das empreiteiras responsáveis por obras de remoção de terras no eixo sul do Rodoanel. Geraldo Alckmin acabou se impondo e obtendo a legenda para disputar o governo estadual, mas até a convenção do partido, em junho, a candidatura de Aloysio era considerada uma forte alternativa tucana, pois contava com o apoio do então governador José Serra e da maioria dos secretários. O engenheiro, segundo um membro da Executiva Nacional do partido, agia às claras junto a empresários e a prefeitos do interior de São Paulo. Falastrão, contava vantagens aos companheiros e nos corredores do Palácio dos Bandeirantes. Prometia mundos e fundos num futuro governo Aloysio. E quando Aloysio deixou a Casa Civil de Serra, muitos passaram a torcer por sua exoneração, o que aconteceu sob a batuta do governador Alberto Goldman.

Losacco, que foi secretário-geral do PSDB paulista até 2007, afirma que desde 2008 alertava a cúpula do partido sobre os movimentos de Paulo Vieira na Dersa. “Esse tipo de pessoa existe na administração pública. Tem a facilidade de achacar e não tem o menor controle. Todo mundo já sabia há muito tempo disso”, conta o dirigente tucano. Diante desses alarmes, a cúpula do partido chegou a cogitar a saída dele da estatal rodoviária há mais de um ano. Mas recuou.

“O motivo (do recuo) eu não sei. Deve ter um motivo. Mas no governo às vezes você não consegue fazer tudo o que você quer. Você tem contingências que o obrigam a engolir sapo. E eu acho que esse deve ter sido o caso. Agora, de alguma maneira essa coisa toda vai ter que ser apurada. Sabemos da seriedade que o governo tem, mas infelizmente fica sujeito a esse tipo de gente”, acrescentou Losacco. Segundo o tesoureiro-adjunto do PSDB, o empresário acaba cedendo, pois “entende que o cara tem a caneta e que pode atrapalhar os negócios”. Os motivos que teriam levado Paulo Preto a dar o calote no PSDB ainda estão envoltos em mistério. Mas, entre os tucanos, circula a versão de que o partido teria uma dívida com o engenheiro contraída em eleições passadas. Na entrevista concedida à ISTOÉ, Paulo Preto nega que tenha feito qualquer tipo de arrecadação e desafia os caciques tucanos a provar essas denúncias.

“Acho muito pouco provável que isso tenha acontecido sem que eu soubesse”, disse Aloysio à ISTOÉ. “Não posso falar sobre uma coisa que não existiu, que é uma infâmia”, completou. No PSDB, porém, todos pelo menos já ouviram comentários sobre o suposto desvio praticado por Paulo Preto nos cofres tucanos. “Fiquei sabendo da história desse cara ontem”, disse o deputado José Aníbal (SP), ex-líder do partido na Câmara, na terça-feira 10. “Parece mesmo que ele sumiu. Desapareceu. Me falaram que ele foi para a Europa. Vi esse cara na inauguração do Rodoanel.” De fato, depois de deixar a Dersa, o engenheiro esteve na Espanha e só voltou ao Brasil há poucos dias. Na cúpula do PSDB, porém, até a semana passada poucos sabiam que Paulo Preto havia retornado e o tratavam como “desaparecido”.

As relações de Aloysio e Paulo Preto são antigas e extrapolam a questão política. Em 2007, familiares do engenheiro fizeram um empréstimo de R$ 300 mil para Aloysio. No final do ano passado, o ex-chefe da Casa Civil afirmou que usou o dinheiro para pagar parte do apartamento adquirido no bairro de Higienópolis e que tudo já foi quitado. Apontado como um profissional competente e principal responsável pela antecipação da inauguração do rodoanel, Paulo Vieira de Souza chegou a ser premiado pelo Instituto de Engenharia de São Paulo em dezembro de 2009. O engenheiro não é filiado ao PSDB, mas tem uma história profissional ligada ao setor público e há 11 anos ocupa cargos de confiança nos governos tucanos. No segundo mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso, foi assessor especial da Presidência e trabalhou quatro anos no Palácio do Planalto, como coordenador do Programa Brasil Empreendedor. Em São Paulo, também atuou na linha 4 do Metrô e na avenida Jacu Pêssego, ambas obras de grande porte e também cartões-postais das campanhas tucanas, a exemplo do rodoanel e da marginal Tietê.

Paulo Preto foi exonerado da Dersa oito dias depois de participar da festa de inauguração do Rodoanel, ao lado dos principais líderes do partido. A portaria, publicada no “Diário Oficial” em 21 de abril, não explica os motivos da demissão do engenheiro, mas deputados tucanos ouvidos por ISTOÉ asseguram que foi uma medida preventiva. O nome do engenheiro está registrado em uma série de documentos apreendidos pela Polícia Federal durante a chamada Operação Castelo de Areia, que investigou a construtora Camargo Corrêa entre 2008 e 2009.

No inquérito estão planilhas que listam valores que teriam sido pagos pela construtora ao engenheiro. Seriam pelo menos quatro pagamentos de R$ 416,5 mil entre dezembro de 2007 e março do ano seguinte. Apesar de o relatório de inteligência da PF citar o nome do engenheiro inúmeras vezes, Paulo Preto não foi indiciado e, em janeiro, o inquérito da Operação Castelo de Areia foi suspenso por causa de uma liminar concedida pelo Superior Tribunal de Justiça. O temor dos tucanos é que durante a campanha eleitoral a liminar seja suspensa e a Operação Castelo de Areia volte ao noticiário.

Outro episódio envolvendo o ex-diretor da Dersa foi sua prisão em flagrante, em junho deste ano, na loja de artigos de luxo Gucci do Shopping Iguatemi, em São Paulo. Solto um dia depois, ele passou a responder em liberdade à acusação de receptar um bracelete de brilhantes avaliado em R$ 20 mil. Paulo Preto e o joalheiro Musab Fatayer foram à loja para avaliar o bracelete, que pretendiam negociar. Desconfiado da origem da joia, o gerente da loja, Igor Augusto Pereira, pediu para que o engenheiro e Fatayer aguardassem. Ao cruzar informações sobre o bracelete negociado, o gerente da Gucci descobriu que aquela joia havia sido furtada da loja em 7 de maio. Em seu depoimento, o gerente da Gucci disse para a polícia que foi Paulo Preto quem entregou o bracelete para que ele o avaliasse. O ex-diretor da Dersa alegou ter recebido a joia de Fatayer e que estava disposto a pagar R$ 20 mil por ela.

O eventual prejuízo provocado por Paulo Preto pode não se resumir ao caixa da campanha. Um dos desafios imediatos da cúpula tucana é evitar que haja também uma debandada de aliados políticos, que pressionam o comando da campanha em busca de recursos para candidaturas regionais e proporcionais. Além disso, é preciso reconquistar a confiança de eventuais doadores, que se tornarão mais reticentes diante dos arrecadadores do partido.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O engajamento ostensivo da imprensa

Reproduzo abaixo excelente artigo do jornalista Ricardo Kotscho, no Balaio do Kotscho:

Manchetes que viram propaganda eleitoral

Pelos comentários que leio diariamente aqui, os leitores estão cada vez mais indignados com o comportamento da grande imprensa brasileira na cobertura da campanha eleitoral de 2010. Um exemplo que resume a bronca da maioria é a mensagem enviada às 14h06 desta quinta-feira pelo leitor Eduardo Bonfim, pedindo que eu me manifeste sobre o assunto:

“Prezado Ricardo Kotscho

Sou fã do seu blog. Gostaria que você escrevesse um artigo sobre a propaganda que a Rede Globo vem fazendo no Jornal Nacional (JN no Ar) todos os dias, onde claramente só mostra a parte ruim do Brasil para que o povo vote no 45. Realmente, o casal do JN é 45. Isso é liberdade de imprensa?”

Sim, meu caro Eduardo, esta é a liberdade de imprensa que os oligopólios de mídia defendem. Ninguém pode contestá-los. Trata-se de um direito absoluto, sem limites. O citado JN no Ar, por exemplo, levanta todo dia a bola dos problemas das cidades brasileiras, onde falta de tudo e nada funciona. No mínimo, tem lugar onde falta homem e tem lugar onde falta mulher… Logo em seguida, entra o programa do candidato José Serra para apresentar as soluções.

Na outra metade do programa tucano, em tabelinha com os principais veículos de comunicação do país, são apresentadas as manchetes dos jornais e revistas com denúncias contra a candidata Dilma Rousseff, o governo Lula e o PT, numa sucessão de escândalos sem fim até o dia de disparar a tal “bala de prata”. 

Já não dá mais para saber onde acaba o telejornal e onde começa o horário político eleitoral, o que é fato e o que é ilação, o que é notícia e o que é propaganda. A estratégia não chega a ser original. Mas, desde o segundo turno entre Collor e Lula, em 1989, eu não via uma cobertura tão descarada, um engajamento tão ostensivo da imprensa a favor de um candidato e contra o outro.

O esquema é sempre o mesmo: no sábado, a revista Veja lança uma nova denúncia, que repercute no JN de sábado e nos jornalões de domingo, avançando pelos dias seguintes. A partir daí, começa uma gincana para ver quem acrescenta novos ingredientes ao escândalo, não importa que os denunciantes tenham acabado de sair da cadeia ou fujam do país em seguida. Vale tudo.

Como apenas 1,5 milhão de brasileiros lê jornal diariamente, num universo de 135 milhões de eleitores, ou seja, o que é quase nada, e a maioria destes leitores já tem posição política firmada e candidato escolhido, reproduzir as manchetes e o noticiário dos impressos na televisão, seja no telejornal de maior audiência ou no horário de propaganda eleitoral, é fundamental para atingir o objetivo comum: levar o candidato da oposição ao segundo turno, como aconteceu em 2006.

À medida em que o tempo passa e nada se altera nas pesquisas, que indicam a vitória de Dilma no primeiro turno, o desespero e a radicalização aumentam. Engana-se, porém, quem pensar que o eleitorado não está sacando tudo. Basta ler os comentários publicados nos diferentes espaços da internet _ este novo meio que a população vem utilizando mais a cada dia, para deixar de ser um agente passivo no mundo da informação e poder formar a sua própria opinião.

Em tempo: não tem jeito. Quanto mais denunciam, atacam, escandalizam, mais aumenta a diferença de Dilma para Serra. No novo Ibope divulgado esta noite pelo Jornal Nacional, o abismo entre os dois candidatos abriu de 24 para 26 pontos (51 a 25). O casal JN estava todo vestido de preto. A estratégia kamikase só está fazendo o candidato da oposição cair mais ainda nas pesquisas. Como vai ficar a credibilidade da imprensa depois das eleições?

sábado, 18 de setembro de 2010

Sobre mentiras, omissões e reputações

Uma empresa especializada em dizer se o cabra está mentindo quando dá uma declaração, a Truster Brasil, resolveu testar a credibilidade das palavras do tal Rubney Quícoli, aquele 171 que a imprensa chama de "consultor" e que nos últimos dias ocupou o centro das denúncias contra a Casa Civil e a ex-ministra Erenice Guerra.

O suposto "consultor" é na verdade um ex-presidiário processado por receptação de carga roubada e falsificação de dinheiro. As únicas "provas" que o malaco apresenta para as graves denúncias que faz são umas trocas de e-mail com o pessoal da Casa Civil - e que não provam nada, a não ser o agendamento de reuniões para apresentação de projetos de uma empresa para qual ele prestaria consultoria.

Por conta disso,  ele ganhou o direito de dar uma longa entrevista ao Jornal Nacional na noite de quinta-feira (longa para os padrões globais), em que reafirmou as acusações e disse que nunca havia se encontrado com  José Serra.

Como tem feito com outros casos de repercussão nacional, a Truster Brasil decidiu, por conta própria, fazer uma análise da entrevista. O resultado foi colocado no site deles (veja aqui) e circulou ontem pela internet, além de render uma matéria bem escondidinha nas páginas internas do UOL.

Segundo o teste, o sr. Rubney mentiu do começo ao fim (veja o laudo aqui). Principalmente, mentu quando disse que lhe pediram R$ 5 milhões para a campanha da Dilma e menitiu quando disse que nunca se encontrou com Serra.

Nenhuma palavra sobre isso nos jornais de hoje. Nem no JN de ontem.

É claro que ninguém pode afirmar que testes como este sejam 100% seguros.

Mas por que omitir a informação? Já que a imprensa decidiu dar crédito pra qualquer um - inclusive para um cara que foi preso dirigindo um carro roubado e com várias notas falsas de R$ 50 no bolso - por que omitiu o laudo da Truster?

Recentemente, o companheiro Marco Aurélio Garcia disse que essa campanha eleitoral faria José Serra encerrar sua carreira de forma melancólica.

O mesmo vale para a chamada grande imprensa, seus colunistas de aluguel e meia dúzia de jornalistas carreiristas. Vão terminar com a reputação mais baixa do que a do sr. Rubney.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

O epitáfio político de José Serra

José Serra mostrou mais uma vez, nesta quarta-feira (15), sua faceta autoritária e seu conhecido destempero.

Foi durante a gravação do programa "Jogo do Poder", que vai ao ar logo mais as 22h30 na CNT.

Irritado com as perguntas da jornalista Márcia Peltiér - sobre os factóides que ele mesmo trouxe para o centro do debate eleitoral - "o mais preparado" dos candidatos rodou a baiana e ameaçou abandonar a entrevista.

Diante da perplexidade da apresentadora, que tentava convencê-lo a ficar, fez beicinho e resmungou:

- Faz de conta que eu não vim.

Passadas as eleições, será a frase perfeita para seu epitáfio político

Para ouvir o destempero de Serra com a jornalista, clique aqui.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Erenice vai à guerra

Quero dar meus parabéns à ministra Erenice Guerra, que não se deixou intimar pelos violentos ataques que vem sofrendo desde sábado, respondeu às acusações com firmeza e já anunciou que irá processar seus caluniadores.

É preciso, de uma vez por todas, dar um basta na turma da calúnia que dominou alguns veículos da grande imprensa e sai por aí derrubando reputações com objetivos claramente eleitoreiros.

Erenice, na minha opinião, deve permanecer no governo. E aqueles que a estão usando para atingir a candidatura Dilma - sem nenhum sucesso, diga-se - que se entendam a partir de agora com os tribunais.

domingo, 12 de setembro de 2010

As consciências de Plínio e Marina

Nos quase 30 anos em que foi filiada ao PT, Marina Silva sempre teve posições políticas que poderiam ser classificadas como conservadoras, sobretudo em temas ligados à sua opção religiosa. Agora usa a bandeira do Meio Ambiente para apresentar-se como a única candidata progressista, quase acima do Bem e do Mal.

O mesmo faz Plínio de Arruda Sampaio. Quando o conheci, no início do PT, ele se apresentava como "democrata-cristão". Hoje usa bandeiras históricas do socialismo para pregar a "ruptura" e dizer-se mais à esquerda do que nós.

O PT é um partido democrático e laico. Conviveu e convive, internamente, com muitas correntes de pensamento. Mas nunca deixou de ser de esquerda e progressista. Plínio e Marina sabem disso. Como sabem que, para governar um país complexo como o Brasil, é preciso fazer alianças e concessões.

Espero que os dois, nos vinte dias que faltam para as eleições - a começar pelo debate de hoje à noite na Rede TV - examinem suas consciências cristãs e comecem a voltar suas baterias para os verdadeiros adversários do país.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Seja dita a verdade

Reproduzo abaixo texto publicado no site Seja Dita a Verdade:

A oposição é useira e vezeira em acusar o PT daquilo que, na verdade, eles é que sempre praticaram. Contam, para isso, com o apoio vergonhoso de parte da grande imprensa.

É o que acontece agora com o factóide da quebra de sigilo de Verônica Serra, filha do candidato do PSDB à Presidência da República.

Felizmente, nem todos os veículos de comunicação se transformaram em panfletos tucanos. E a revista Carta Capital que chegou às bancas hoje (10 de setembro) revela uma história muito mais cabeluda do que aquela que fez Serra fingir-se de indignado em seu programa de televisão.

Em reportagem assinada pelo jornalista Leandro Fortes, a publicação mostra que, em 2001, os sigilos fiscais e bancários de quase 60 milhões de brasileiros vazaram através do site de uma empresa chamada Decidir.com – que tinha como sócias, sempre segundo a revista, Verônica Serra e Verônica Dantas, esta última filha do banqueiro Daniel Dantas.

Na época, os dados ficaram cerca de 20 dias disponíveis na internet para quem quisesse bisbilhotar. A Decidir.com, de acordo com a matéria, servia como facilitadora de negócios para empresas que participavam de licitações públicas.

Para lembrar: em 2001, o Brasil era presidido por Fernando Henrique Cardoso. E José Serra, o pai de Verônica, era ministro da Saúde, uma pasta “recheada de pesadas licitações”, diz a revista.

Além de revelar um cipoal de possíveis falcatruas, ilegalidades e omissões por parte daquele governo, o caso também mostra o quanto podem ter usado a administração pública, em benefício próprio, aqueles que vivem acusando o PT de “aparelhar” o Estado.

Teriam dado cobertura ao supervazamento o então presidente do Banco do Brasil, Paolo Zaghen; o presidente do Banco Central, Armínio Fraga; o Ministro da Justiça, José Gregori; e o diretor da Polícia Federal, Agílio Monteiro Filho – todos tucanos graúdos.

O mais interessante é que a imprensa, na época, não se interessou por nada disso. Ciente do vazamento, desviou o foco do noticiário para um grupo de 18 deputados que, segundo o cadastro acessado ilegalmente, constavam da “lista negra” do BC por terem emitido cheques sem fundos…

Nunca, jamais, nenhum jornal revelou que a filha de Serra era uma das sócias da empresa (ou mesmo que poderia ser, já que ela nega). Também foi omitido que havia outra Verônica na sociedade, a de sobrenome Dantas.

A matéria de Carta Capital ainda traz informações interessantes sobre estranhas movimentações financeiras das Verônicas nos últimos anos, incluindo envio de grandes quantias para famosos paraísos fiscais.

Resta saber como reagirão agora os tucanos e seus jornais de aluguel. Provavelmente continuarão fingindo que não é com eles. E ainda é capaz de transformarem a reportagem de Carta Capital em mais um “dossiê do PT contra Serra”.

Mas os tempos são outros. A história já está bombando na internet e vai bombar mais ainda.

O resto é com as autoridades.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Manual de Guerrilha Virtual

Reproduzo do Blog Esquerdopata

Manual de Guerrilha Virtual – Setembro de Fogo 2010
Pela Verdade, pela Justiça e pela Democracia 

"Como agir:

1. Da luta em curso

O Setembro de Fogo de 2010 definirá o futuro do Brasil. De um lado, armam-se os grupos do terrorismo midiático, representado pela composição política tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e por variadas células de sabotagem informativa que atuam de acordo com os interesses de movimentos anti-democráticos e de defensores da restauração do regime militar.

De outro, estamos nós, os cidadãos trabalhadores, os defensores da verdade, da justiça e da democracia.

Deste lado da trincheira, erguem-se todos que defendem os princípios de liberdade, igualdade e fraternidade.

Neste território, lutam os que desejam um país marcado pelo desenvolvimento compartilhado, pela sustentabilidade e pelo respeito à vontade popular.

Neste mês de guerra, o embate se trava entre dois grupos distintos. Um deles procura desesperadamente fraudar o processo eleitoral e incitar o ódio entre os brasileiros, valendo-se dos meios de comunicação. Luís XIV sentenciava: “o Estado sou eu”. Hoje, o consórcio midiático monopolista pretende exercer no Brasil esse mesmo poder, sem limites.

Trata-se de um cartel avesso à verdade, aos princípios republicanos e, obviamente, ao que se convencionou chamar de Estado de Direito.

Contra a barbárie midiática devem se levantar imediatamente todos os cidadãos responsáveis e dignos deste país.

Portanto, faz do teu teclado uma metralhadora de boas idéias. Uma metralhadora que não espalha a morte, mas que defende a vida. Uma metralhadora que resiste ao terrorismo dos latifundiários da comunicação e aos políticos que procuram, a todo custo, desestabilizar o país e aqui instaurar a cultura do fascismo.

1. A quarta tentativa de Golpe contra a Democracia

Nesta década, as forças do atraso anti-democráticas, fascistas e fascitizantes já tentaram burlar o processo democrático em outras três ocasiões. A saber:
a) durante a apuração do caso que a imprensa apelidou de “Mensalão”, no qual a regra tradicional de troca de favores na política brasileira foi transformada em exceção para criminalizar um partido e um presidente da República;
b) no processo eleitoral de 2006, com a construção do factóide relativo ao suposto dossiê que exibia o lado “B” de José Serra;
c) após a queda do avião da TAM, em São Paulo, quando políticos do PSDB-DEM-PPS, empresários (como o presidente Phillips no Brasil) e marionetes do consórcio midiático, como Ana Maria Braga e Regina Duarte, procuraram instrumentalizar a dor dos familiares das vítimas para tentar um Golpe de Estado.

O quarto atentado contra a Democracia e o Estado de Direito

Neste Setembro de Fogo, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril procura novamente intervir no processo eleitoral, ignorando o debate programático entre os candidatos e a comparação de realizações, optando pela promoção de ritos acusatórios e persecutórios contra a candidata líder nas pesquisas.

Desta vez, o consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e seu candidato, José Chirico Serra, encetam golpe por meio do factóide relacionado à Receita Federal, requentando um caso ocorrido no segundo semestre de 2009.

O artifício visa a destruir reputações, atiçar ódios, fraudar o desejo do povo brasileiro, sequestrar o país novamente às trevas da privataria, removê-lo do trilho do desenvolvimento e atirá-lo de volta ao cativeiro das oligarquias transnacionais, cujo interesse manifesto é a pilhagem do patrimônio público.

1. Pensamento do terrorismo midiático neste Setembro de Fogo

Depois de oito anos de Governo Lula, os neoconservadores foram derrotados na batalha do desenvolvimento.

Mesmo enfrentando inúmeros atos de sabotagem, tanto no plano parlamentar quanto no plano midiático, as forças democráticas realizaram um estupendo trabalho de fortalecimento da economia e de distribuição de riquezas, gerando oportunidades e inclusão social.

A comparação dos números mostra claramente que o projeto neoliberal privatista de FHC fracassou, enquanto o projeto de crescimento compartilhado de Lula constitui-se em um caso de sucesso de gestão, mundialmente elogiado e reconhecido.

A constatação dessa derrota gerou na direita brasileira uma trinca de sentimentos:
- inveja;
- medo;
- ódio.

A inveja, o ódio e o desespero marcam, por exemplo, todos os discursos do candidato do PSDB à presidência, José Chirico Serra.

Esses elementos também podem ser encontrados diariamente nas declarações de políticos neocons, ou simplesmente reacionários, como Sérgio Guerra, Álvaro Dias e Roberto Freire.

A inveja, o medo e o ódio frequentemente conduzem o individuo ao DESESPERO.

E o desespero autoriza o indivíduo a burlar a lei, a mentir e a desprezar valores e princípios.

Esse fenômeno ocorre aqui e agora. Todos os dias, o cidadão brasileiro é insultado e agredido pela frente tucano-demista, pelo consórcio Globo-Folha-Estado-Abril e pelas células de extrema-direita saudosas da Ditadura Militar.

1. Os venenos do terrorismo tucano-midiático neste momento

Três ferramentas têm sido utilizadas nos atos de sabotagem protagonizados pelo grupo PSDB-DEM-PPS, pelo consórcio midiático golpista (liderado pelo Instituto Millenium) e pelas células radicais de direita:
a) A avalanche de reportagens, matérias e comentários de cunho terrorista presentes no consórcio Globo-Folha-Estado-Abril, cujo conteúdo calunioso e difamatório é replicado por inúmeros outros veículos de imprensa por todo o país.
b) Os discursos terroristas proferidos diariamente pelos políticos da frente tucano-demista, quase sempre ladinamente descolados da realidade, quase sempre destinados a incitar ódios e revoltas.
c) O bombardeio diário de spams terroristas via Internet, obra de funcionários contratados pelas agremiações políticas e de uma rede de colaboradores voluntários empenhados em promover sabotagens no campo da informação.

1. Para onde olhar na defesa da democracia

Entre outro, guarde os nomes destas pessoas, e esteja atento a seus movimentos neste Setembro de Fogo

Ali Kamel, Eurípedes Alcântara, Diogo Mainardi, Eliane Cantanhede, Alberto Carlos Almeida, Eduardo Graeff, Boris Casoy, Merval Pereira, Ricardo Noblat, Monica Waldvogel, William Waack, William Bonner, Otavio Frias Filho, Leandro Colon, Ruy Mesquita, Reinaldo Azevedo, Josias de Souza, João Carlos Saad, José Roberto Gazzi, Carlos Alberto Sardenberg , Augusto Nunes, Lauro Jardim, Leandro Loyola, Eumano Silva, Leonel Rocha, Helio Gurovitz, David Cohen, Mario Sabino, Roberto Civita, Mirian Leitão e José Nêumanne.

1. Tipificação dos crimes cometidos pelos terroristas midiáticos

No campo das mídias monopolistas (portais, sites e blogues), das redes sociais (Orkut, Twitter, Facebook, entre outros) e dos disparadores automáticos de e-mails têm sido cometidos inúmeros CRIMES VIRTUAIS

Normalmente, enquadram-se em uma das cinco categorias seguintes:
a) Calúnia – trata-se de afirmação falsa e ofensiva a respeito de alguém ou de instituição. Define-se como o ato de atribuir, de forma falsa, a alguém a responsabilidade pela prática de um crime.
b) Difamação – trata-se de atribuir a alguém envolvimento em situação ou ato ofensivo a sua reputação e honra. O objetivo do criminoso, nesse caso, é ferir a moral da vítima e torná-la passível de descrédito perante a opinião pública.
c) Injúria – trata-se de atribuir à vitima atributos negativos, de forma a ofender sua honra e dignidade. O objetivo do insulto é abater moralmente o indivíduo alvo do ataque.
d) Falsidade Ideológica – trata-se de fraude, de adulteração de documento a fim de se obter vantagem ou prejudicar direito, criar uma obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante.
e) Fraude – trata-se de ato com objetivo deliberado de enganar com o objetivo de prejudicar um indivíduo ou dele obter vantagens de maneira injusta. A fraude jornalística, por exemplo, é costumeiramente praticada no Brasil, sem que seus autores sejam submetidos aos rigores da Justiça.

A mídia monopolista como fonte primári

Vale lembrar que muitas vezes os hoaxes (histórias falsas de Internet) são gerados a partir de reportagens jornalísticas que envolvem invenção, exagero, minimização, interpretação tendenciosa ou seleção desonesta de fatos, quase sempre destinados a abalar a reputação de pessoa ou instituição.

Nesse particular, os terroristas brasileiros são mestres e criaram uma série de narrativas que são distribuídas impunemente pela Internet, todos os dias, aos milhões.

Convém lembrar algumas dessas peças e as acusações que oferecem a conhecidos membros do governo e agremiações políticas.

Agravo à reputação – Segundo uma série de textos de sabotagem, Dilma Rousseff foi “terrorista”, “assaltou bancos”, “matou o soldado Mario Kosel Filho” e tinha como terceira ocupação “oferecer serviços sexuais” a guerrilheiros.

Nesse caso, a expedição massiva de hoaxes tive início com a publicação da falsa ficha da Sra. Rousseff, publicada pelo jornal Folha de S. Paulo. Na verdade, conforme documentos oficiais, a candidata do PT à presidência jamais esteve associada a essas ações e nunca foi sequer julgada com base nessas acusações.

Vale lembrar ainda que os fatos ligados ao período da Ditadura Militar são deliberadamente descontextualizados, de forma que os militares que torturavam, estupravam e assassinavam aparecem como paladinos da lei, enquanto os “resistentes” são enquadrados na categoria dos crimes comuns.

Há uma falsa informação divulgada insistentemente nesse material, repetida até mesmo por personalidades, com o ex-humorista Chico Anysio. Dá conta de que Dilma estaria impedida de entrar nos EUA por ter seqüestrado um embaixador daquele país.

Na verdade, Dilma jamais esteve envolvida em qualquer ação do tipo, viajou várias vezes aos EUA e até mesmo já se encontrou com o presidente daquele país, Barack Obama.

Convém também frisar que ninguém ainda foi detido por criar e distribuir esse material criminoso, fato que exigiria um protesto ruidoso da sociedade.

Deturpação deliberada - Uma outra série de hoaxes procura adulterar fatos e números relativos ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Afirma-se, por exemplo, que em sua gestão foram criados apenas 4 milhões de empregos, quando na verdade esse número supera os 14 milhões.

Afirma-se que o Luz para Todos é um programa de FHC. Trata-se de uma inverdade. O ex-presidente lançou um programa denominado Luz no Campo, com cobrança de taxa de instalação. Em três anos, de 2000 a 2003, não atingiu a meta de levar energia a 1 milhão de famílias no Interior do país. Fracassou.

O Luz para Todos, ao contrário, sem cobrança de taxa de instalação, já superou suas metas e levou energia para 12 milhões de brasileiros.

Inúmeras peças ficcionais circulam pela Internet com o objetivo de deturpar o entendimento público sobre as obras do Governo Federal e sobre o desempenho da economia brasileira

Comumente, no que tange a Lula, a deturpação vem acompanhada de calúnia e difamação

Também não há notícias de que membros do consórcio midiático, dos partidos neoconservadores ou das células de direita radical tenham sido responsabilizados e punidos.

1. Como reagir ao terrorismo midiático privado

a) No caso de material jornalístico falso, ofensivo ou tendencioso, questionar imediatamente (por e-mail ou preenchimento de formulário específico) o veículo de imprensa e o profissional responsável pelo texto ou reportagem televisiva/radiofônica.
b) Todos os grandes veículos têm uma área para manifestação dos leitores e ou comunicação de erros. Alguns também disponibilizam e-mails dos responsáveis por editorias. Normalmente, esses endereços estão listados na página de “expediente”. Envie sua mensagem por todos eles.
c) Manifeste concretamente sua indignação, sempre que necessário, também nos fóruns de leitores que são formados abaixo das matérias publicadas nos portais dos órgãos de comunicação.
d) Faça uma cópia de sua manifestação e a repasse imediatamente à Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), neste endereço: http://www.fenaj.org.br/contato.php. Comunique também a Associação Nacional de Jornais (ANJ), neste endereço: http://www.anj.org.br/fale-conosco ou pelo e-mail anj@anj.org.br.
e) É provável que você não obtenha qualquer resposta dos órgãos representativos, mas é importante que esses elementos saibam que a sociedade está vigilante.
f) Compartilhe sua bronca com seus amigos próximos e com os principais canais de resistência midiática. Segue uma pequena lista de contatos com os responsáveis pelos canais limpos de informação.

Jornalista Rodrigo Vianna - escrevinhador.rv@hotmail.com
Jornalista Luiz Carlos Azenha - viomundoteve@msn.com; viomundo@msn.com
Grupo Beatrice - beatrice.lista@elo.com.br
Movimento dos Sem Mídia – Eduardo Guimarães - edu.guim@uol.com.br
redecastorphoto - castorphoto@gmail.com
Carta – O Berro - vanderleycaixe@revistaoberro.com.br
Movimento Credibilidade e Ética – credibilidadeeetica@gmail.com
Paulo Henrique Amorim - phamorim@uol.com.br

1. Como reagir ao terrorismo midiático na Internet

a) Tenha paciência. Você não vai conseguir suspender a ação desses elementos. Eles têm a cobertura de sigilo de grandes grupos midiáticos que controlam a maior parte dos provedores nacionais.
b) Tenha mais paciência. Há neste Setembro de Foto pelo menos 700 pessoas contratadas pelos grupos políticos neofascistas para distribuir hoaxes e “trollar” (desvirtuar gerando confusão e intriga) debates em redes sociais. Muitas dessas pessoas são temporários, contratados em períodos eleitorais para fazer o jogo sujo da Internet. Outras são emprestadas por parlamentares. Ou seja, ganham do cidadão, isto é, são pagas por você, mas trabalham exclusivamente em campanhas criminosas de desconstrução de reputações pela Internet. Neste momento, os grupos de coordenação de sabotagem estão pagando entre R$ 0,25 e R$ 0,50 por intervenção em rede social para o chamado “pelotão de reforço”.
c) Não compre briga com o remetente do e-mail. Muitas vezes, é um registro vazio, isto é, uma máquina disparadora. Além disso, é conveniente que você continue recebendo esse material e, assim, identifique as táticas dos grupos terroristas.
d) Quando houver suspeita de “crime virtual”, envie imediatamente cópia do material para as autoridades da área.

Alguns canais para que você solicite investigação e apuração da mensagem:

Safernet - http://www.safernet.org.br/site/
Polícia Federal - crime.internet@dpf.gov.br e denuncia.ddh@dpf.gov.br
São Paulo – Delegacia Eletrônica - 4dp.dig.deic@policiacivil.sp.gov.
Rio de Janeiro – DRCI - drci@policiacivil.rj.gov.br e drci@pcerj.rj.gov.br
Distrito Federal: DICAT - dicat@pcdf.df.gov.br
Minas Gerais: DERCIFE - dercifelab.di@pc.mg.gov.br
Paraná – Polícia Civil - cibercrimes@pc.pr.gov.br
Secretaria Nacional de Comunicação do PT - snc@pt.org.br

1. Exerça seu direito e torne-se um soldado responsável pela defesa do Brasil

Neste Setembro de Fogo, não há mais tempo para a hesitação e a condescendência.

É necessária a mobilização de cada cidadão digno.

Se você se você se encanta com a liberdade e a fraternidade, se você tem apreço por valores e princípios humanistas, se você se preocupa com o desenvolvimento do país e com o futuro de seus filhos, é hora de agir!

Todos os dias, reserve pelo menos uma hora para ler atentamente o material do consórcio oligarca terrorista e para desarmar cada artefato explosivo armado pelas gangues da desinformação. Obtenha informação descontaminada em sites como estes: www.viomundo.com.br e http://www.conversaafiada.com.br.

Escreva diariamente para todos os jornais e emissoras.

Participe ativamente dos fóruns no jornais e emissoras.

Por pelo menos 30 minutos, participe ativamente das discussões no Orkut, Twitter e outras redes sociais.

Rebata inverdades, denuncie falsidades, indigne-se.

Denuncie a todos os órgãos competentes a prática de crimes virtuais.

Procure dividir seu conhecimento com vizinhos, amigos, parentes e colegas de trabalho. Trabalhe para despertar os brasileiros do transe imposto pela mídia monopolista."

A vontade de vencer na trapaça

Reproduzo do Blog do Ernani de Paula, para leitura e reflexão:

"A campanha de José Serra à Presidência da República sucumbe a diversos fatores. Alguns controláveis, outros fruto da própria trajetória do PSDB e os caminhos que a legenda escolheu. E, por fim, a situações do momento históricos que fogem completamente ao controle dos tucanos, como a grande popularidade do governo do presidente Lula e, ainda, os resultados inquestionáveis dos últimos oito anos.

A falta de um posicionamento crítico como oposição certamente foi a principal derrapada de José Serra e do PSDB como um partido que tinha tudo para polarizar com o PT as eleições. Se esta disputa foi polarizada em algum momento, na atualidade da campanha, a soberania do PT e do projeto de Lula e Dilma é soberana e a suposta oposição já não tem fôlego e nem motivos para resistir.

Numa comparação dos dois partidos são nítidas as diferenças conceituais. Em 1994, o PT criticava e movimentava sua bancada de oposição de forma incessante. Foram uma pedra enorme no sapato do governo FHC. Conseguiram encontrar defeitos e motivos pra criticar até mesmo o então intocável Plano Real. O Brasil pós-2002, com a mudança de eixo no governo federal não teve a mesma troca de posições na oposição. FHC, que deveria funcionar como grande líder tucano, se ausentou do debate – ou foi deixado esquecido por uma nova geração, e o partido simplesmente não ocupou os espaços de oposição.

O PSDB não quis assumir esta trincheira. E quando o fez, foi um trabalho mal feito de quem não está acostumado a viver na adversidade da falta de cargos, espaços para apaniguados e outras benesses. E assim foi deslizando a sua imagem e deixando o PT e Lula mais à vontade ainda para seguir o seu projeto de governo.

E a tese da oposição mal feita seguiu seu curso até a campanha deste ano. Serra adotou a covarde – e injusta – estratégia de ser um “aliado” de Lula. Como se isso fosse possível, o tucano se negou a atacar o governo petista. Está querendo ser um aliado de última hora, bancando a idéia de que é diferente, mas que pode fazer igual. Enquanto isto, acusa Dilma – a legítima herdeira e integrante das conquistas políticas nacionais – de usar a imagem de Lula. Serra é do PSDB e cita Lula em seus discursos, programas de rádio e TV e até mesmo no seu jingle. Como Dilma é quem seria a usurpadora da imagem alheia?

Portanto, o fiasco está formado.

No meio deste mato alto, onde os tucanos se confundem e se perdem, ainda há espaço para um tipo de movimentação rasteira: a tentativa de levar a eleição, e o Brasil, na base do golpe. O recente caso de uma possível falsificação de assinatura e quebra de sigilo da vida fiscal de uma filha de José Serra tem todos os traços de um golpe baixo para que o PSDB e Serra sejam vitimizados perante a opinião pública.

Ao insinuar, e em outras pontas do emaranhado de discursos tucanos até mesmo acusar, o PT, Dilma e o comando de campanha de estarem revirando ilegalmente a vida de sua filha, Serra pretende ganhar pontos como o coitado que está sendo injustiçado perante a máquina. O ex-governador de São Paulo não conseguiu implantar um discurso, não conseguiu ser oposição, não conseguiu encontrar um ponto de ataque contra Lula e nem contra Dilma. Mas, agora, quer encontrar um jeito de se tornar mártir do povo brasileiro.

O caso, longe de ser um delírio de parte a parte dos envolvidos, tem lastros de investigação intensos em Brasília. Tive a oportunidade de conversar com algumas pessoas ligadas à investigação que garantem ser tudo uma grande armação interna para que Serra tenha a imagem arranhada, a família atingida. É como se auto-flagelar em busca de comiseração, pena.

Assim, tentando ganhar o governo do Brasil na marra, na base do golpe, o PSDB somente reafirma que longe de ser uma legenda ligada a novas práticas é na verdade um partido mesquinho, golpista e que está vivendo sua agonia e desespero para retomar o poder a qualquer custo: nem que para isto seja preciso enganar a opinião pública nacional."

sábado, 28 de agosto de 2010

Eleições: o jogo só acaba quando termina

Pesquisa eleitoral é que nem campeonato regional de futebol: todo mundo diz que não vale nada, mas ninguém quer ficar pra traz.

É realmente muito bom quando nossos candidatos despontam nas pesquisas em primeiro lugar ou quando estão em ascensão, porque isso empolga a militância, traz tranqüilidade à campanha e pode contagiar o eleitorado.

Mas não podemos esquecer que o jogo só acaba quando termina.

Todas as pesquisas das últimas semanas mostram nossa candidata Dilma muito bem posicionada. A mais recente delas, divulgada hoje pelo jornal O Estado de S.Paulo (Ibope), aponta para uma diferença de 24 pontos sobre o principal adversário. Em votos válidos, Dilma tem 59%, o suficiente para encerrar a fatura em 3 de outubro.

A questão é que, daqui até lá, temos uma longa estrada de quase 40 dias para percorrer.

Engana-se quem pensa que a campanha adversária esteja disposta a jogar a toalha antes da hora. Assim como devemos evitar o “já ganhou”, também devemos desconfiar quando os articulistas da mídia dizem que, do outro lado, o clima é de “já perdeu”.

Nós, do PT, sabemos muito bem que o saco de maldades deles não tem fundo. Está aí o factóide do vazamento de dados – reverberado por parte da imprensa com ares de “grande escândalo” – para mostrar que a oposição fará de tudo, sem pudor nem escrúpulos, para reverter o quadro nas próximas semanas.

O momento agora, portanto, é de atenção redobrada e, principalmente, muita mobilização. Nossa campanha está indo bem, mas não podemos fazer como o corredor que se distancia dos demais no meio da prova e acaba esmorecendo na reta final.

Por isso, vamos manter a seriedade e o passo firme, com os olhos bem abertos para evitar as cascas de banana que eles certamente espalharão pelo nosso caminho daqui até 3 de outubro.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Ações da Saúde no governo Lula

Já estou ficando doente de tanto ouvir o candidato adversário deitando falação sobre a Saúde: é catarata, é varizes, é mutirão... Tudo ele promete fazer, como se nada estivesse sendo feito, como se o Ministério da Saúde tivesse deixado de existir depois do dia em que ele deixou o cargo.

Estou à vontade para falar sobre o assunto porque, além de observador atento da realidade, trabalhei dois anos e meio no Ministério. Vi de perto a herança que recebemos e testemunhei a implantação de vários programas exitosos no Governo Lula.

Vou citar alguns:

Samu 192 – O Serviço de Atendimento Médico de Urgência, que leva de 5 a 10 minutos para prestar os primeiros socorros, tem ajudado a salvar milhares de vidas desde que foi lançado. Atende cidades com mais de 100 mil habitantes, que já receberam do governo federam 1.188 ambulâncias básicas e 329 avançadas (com UTI). Também possui serviços de helicóptero, motos e barcos.

UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) – Lançadas recentemente, já tem 430 unidades habilitadas em mais de 300 cidades, sendo 77 em funcionamento. Atuam integradas ao SAMU e fazem atendimento de urgência de pequena e média complexidade, ajudando a diminuir as filas nos hospitais.

Unidades Básicas de Saúde – O governo Lula construiu até agora 3.464 unidades de atendimento ambulatorial em quase todos os municípios brasileiros. E tem outras 1.289 contratadas.

Farmácias Populares – Vendem remédios para várias doenças (entre elas hipertensão e diabetes) com até 90% de desconto. Existem 538 unidades em todo o país, sendo que os remédios mais baratos também podem ser encontrados em 11.186 estabelecimentos convencionais, através do convênio “Aqui Tem Farmácia Popular”.

Brasil Sorridente – Possui hoje 19.781 equipes de saúde bucal atendendo 49,1% da população. Também foram implantados 838 Centros de Especialidades Odontológicas.

Recuperação de Santas Casas e hospitais filantrópicos – Logo no primeiro ano do governo Lula, em 2003, foi criada a Política de Reestruturação da Atenção Hospitalar, que tinha por objetivo recuperar financeiramente santas casas e hospitais filantrópicos, restabelecendo a qualidade do atendimento. Quanto às Santas Casas, encontramos muitas delas praticamente falidas, sobretudo no Estado de São Paulo. Entre 2004 e 2010, foram repassados anualmente R$ 423 milhões para 163 hospitais de ensino; R$ 21 milhões para outros 397 de pequeno porte; e R$ 214 milhões para 645 filantrópicos.

O candidato adversário certamente conhece todos esses programas, já que o Estado que ele governava até outro dia foi um dos que mais se beneficiou das ações do governo Lula na Saúde.

Ainda há problemas? Sim. Mas tenho certeza que muitos já estariam resolvidos – ou bem encaminhados – se a oposição, num ato demagógico e de extrema irresponsabilidade, não tivesse retirado R$ 40 bilhões anuais da Saúde quando derrubou a CPMF no Senado.

O candidato, que gosta tanto de doença, deveria procurar um médico para cuidar dessa sua ausência crônica de memória. Enquanto isso não acontece, Dr. Rochinha promete ajudá-lo falando mais sobre o assunto nos próximos dias

O esgoto e a mídia

Para bater no governo Lula, parte da mídia brasileira se tornou especialista em divulgar apenas dados negativos sobre determinadas áreas, mesmo quando os positivos são muito mais relevantes – não só do ponto de vista jornalístico, mas também da realidade brasileira, que está mudando pra melhor, sim, queiram ou não os jornais.

Nesta sexta-feira (20), a bola da vez foi a Pesquisa Nacional de Saneamento Básico (PNSB) divulgada pelo IBGE. Ela traz dados sobre os serviços de água e esgoto em todo o país. O levantamento mostra como estavam as coisas em 2008 (quando a pesquisa foi concluída) e compara com os números relativos a 2000.

Essa segunda parte – a do comparativo – foi estrategicamente escondida pelos grandes portais noticiosos. Eles preferiram destacar que “a maioria da população brasileira não tem acesso à rede de esgoto”. Não me surpreenderei se os jornalões fizerem a mesma coisa amanhã.

Com números não se briga, menos ainda com a realidade. É verdade que a pesquisa aponta para um grave problema: apenas 44% dos domicílios brasileiros tem acesso à rede geral de esgotos. Mas o levantamento também mostra que, em 2000, esse total era de 33,5%. Ou seja, houve aumento de 31%.

Outro dado que chama a atenção, e que está lá na página do IBGE (www.ibge.gov.br) para quem quiser ver: em 2000, apenas 35,3% das cidades com coleta de esgoto tinham também o serviço de tratamento. Em 2008, esse total era de 68,8%. Aumento de 95% - e numa questão que tem interferência direta na melhoria do meio ambiente e da saúde do povo.

Eu não sou jornalista, mas me parece evidente que esse avanço, no período de apenas oito anos, é uma notícia extremamente relevante. Uma imprensa séria teria obrigação de explicar aos leitores por que e como isso aconteceu.

Como teria obrigação, também, de informar que existe um programa federal chamado PAC do Saneamento – iniciado depois da conclusão da pesquisa e que certamente já alterou para melhor a realidade captada pelo IBGE há dois anos.

Mas nada disso aconteceu até agora. E duvido que aconteça, porque todo o esforço da mídia nesse momento parece voltado para um único esporte, qual seja: o de levantar a bola para a oposição cortar, produzindo manchetes que possam ser usadas no programa eleitoral tucano.

Não se esqueçam que a área do saneamento está diretamente ligada à questão da Saúde, ponto central do marketing do candidato adversário.

Mas sobre isso falarei no próximo post. Vou mostrar que, também na Saúde, o governo Lula produziu avanços consideráveis.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O povo vai democratizar a mídia

Nos últimos anos tem se falado bastante de uma coisa chamada “democratização dos meios de comunicação”.

A chamada grande imprensa não gosta muito do assunto. É natural. Eles não querem perder o poder que sempre tiveram de decidir sobre os rumos do país – interferindo em decisões políticas e, no extremo, apoiando abertamente golpes contra governos que contrariam seus interesses e dos grupos aos quais estão ligados.

Mas eu acho que – independentemente dos interesses de quem quer que seja – esse poder tende a se esvaziar. É o povo, com a ajuda das novas tecnologias, que vai fazer com que os meios de comunicação se democratizem.

Já está acontecendo. Uma boa parte da sociedade já não se deixa levar por uma manchete de jornal, um comentário no rádio ou uma matéria de TV. Hoje as pessoas vão em busca de mais informações e não se fiam apenas pelo que diz este ou aquele jormal, este ou aquele “formador de opinião”.

Nesse aspecto, a internet vem provocando uma evolução sem tamanho.

É com grande felicidade que vejo acontecer algo que parecia impossível quando eu tinha 16, 17 anos, lá no meu Cariri. Naquela época, não tínhamos acesso a nada. Num intervalo de 40 anos, houve uma reviravolta muito grande, uma profunda mudança nessa questão de informar e ser informado.

Hoje, todos nós, de todas as idades, temos não só acesso à informação diversificada, como também o domínio dos novos meios de comunicação, com os blogs, os sites, o twitter...

Qualquer um – até eu, vejam vocês – tem a possibilidade de expor suas opiniões para milhares de pessoas. É o fim da ditadura do pensamento único, venha ele de onde vier.

Só precisamos cuidar para que o ambiente da internet, tão propício à livre difusão de idéias e pensamentos, não se transforme num espaço de banalidades, agressões e baixarias, como ocorre às vezes.

Nós, petistas e não petistas que acreditamos na democracia, temos de manter o nível elevado. Essa é a melhor contribuição que podemos dar – e acredito que já estamos dando – para que os grandes meios mudem seus procedimentos, no sentido de privilegiarem a informação concreta e verdadeira, com noticiário isento e entretenimento saudável.

Informar é dar a notícia com imparcialidade e deixar que a pessoa reflita sobre ela, pense, decida, tome posição. Infelizmente, vários veículos não tem essa parcimônia. Mas o comportamento da própria população, com acesso cada vez maior a várias fontes de informação, vai levar esses meios a reverem seus métodos.

Não tenho dúvida: ou eles fazem isso no médio prazo, ou ficarão para traz na História.